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sábado, 30 de julho de 2011

A seleção universitária

Numa temporada de seleções movimentada como há muito tempo não se via, chegou a hora de comentar sobre a seleção universitária que disputará a Universíade na China, entre 12 a 23 de agosto.

A equipe será comandada por Walter Roese, que também foi o técnico nas Universíades 2007 e 2009. Nessas últimas duas edições, que foram as únicas que acompanhei pela internet, a seleção brasileira ficou na 19a e na 18a posição, respectivamente.

Para essa temporada, Roese conseguiu reunir um grupo, ao menos no papel, mais forte do que nas últimas edições. O time terá um garrafão comandado por 2 promessas do basquete brasileiro: Lucas "Bebê" Nogueira (Estudiantes/ESP) e Fabrício Melo (Syracuse/EUA). Roese contará mais uma vez com André Góes (ex-Pinheiros), um dos nossos destaques em 2009. Além disso, o Scott Machado armador brasileiro erradicado nos EUA desde sempre é uma novidade (Iona University/EUA).

Apesar disso, o elenco sofreu duas baixas importantíssimas: Rafinha e Islam Toledo. O armador ex-Vitória pediu dispensa depois de assinar com o Americana, enquanto que o atlético ala-pivô, principal destaque do time campeão pan-americano universitário, alegou motivos pessoais para não disputar a Universíade.

O time passou as duas últimas semanas em São Sebastião do Paraíso se preparando. Durante o período, foram realizados dois amistosos contra o time adulto de Franca (uma vitória e uma derrota), que contou com o seu novo reforço: Rafael "Baby" Araújo. Hoje, a seleção universitária viaja para a Alemanha, onde defenderá o título do Top Four Nation (contra Alemanha, Japão e Romênia).

Equipe brasileira: Scott Machado, Gegê, Henrique Medeiros, André Luiz Bresolin Góes, Frederico "Varejinho" Duarte, José Jairo Júnior, Isaac Gonçalves, Rodrigo Silva, Fabricio Mello, Ralf Ansaloni, Lucas "Bebê" Riva e Rafael Stabile. Técnico: Walter Roese. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Duelo de invictos no Sul-Americano Sub17


A seleção brasileira vem fazendo uma boa campanha no Sul-Americano Sub17. Com 4 vitórias em 4 partidas, o time comandado por Demetrius Ferracciú está praticamente garantido nas semifinais do torneio.

Ontem, a nossa seleção derrotou o Uruguai, por 54 x 48, mantendo-se invicta na competição. Hoje à noite, a equipe enfrenta a anfitriã Colômbia, que também não sofreu nenhuma derrota até o momento. Se vencer o duelo, o Brasil ficará muito próximo da vaga para a final e, consequentemente, da classificação antecipada para a Copa América Sub18.

Com médias de 74,2 pontos feitos e 44,7 pontos sofridos por partida, a seleção brasileira possui o melhor ataque e a melhor defesa da competição continental. Além da Colômbia, a equipe ainda enfrentará Argentina e Equador na primeira fase da competição.

sábado, 16 de julho de 2011

Brasil estreia amanhã no Campeonato Sul-Americano Sub17

Há pouco tempo acompanhamos intensamente a nossa geração 1992/93 disputar o Mundial sub19 na Letônia. Pois a partir deste sábado, a geração 1994/95 começa a sua jornada, disputando o Sul-Americano Sub17, em Cucuta/Colômbia.

Infelizmente, tornou-se quase impossível obter informações sobre o torneio no remodelado site da FIBA Americas (agora rosa!). O site da CBB também está ignorando completamente o torneio. Há última notícia sobre a seleção sub17 é de 24 de junho. De lá para cá, não há nenhuma nova informação sobre a equipe comandada por Demétrius Ferracciú.

O Brasil estreia logo mais contra o Paraguai. O torneio é disputado com uma fase classificatória em que todos os times se enfrentam. Os dois melhores disputam o ouro, os seguintes disputam o bronze, e assim em diante. As três seleções medalhistas se classificam para a Copa América Sub18 2012 (Pré-Mundial).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conheça a história de superação do garoto Kauê dos Santos

"O cara parece o lendário Charles Barkley". A frase para lá de entusiasmada é de Daniel Bello, técnico da seleção do Rio de Janeiro Sub15 e foi reproduzida no blog de seu pai, o comentarista Byra Bello do Sportv. O "cara" citado por Daniel é Kauê Ferreira dos Santos, cestinha e melhor jogador do time de São Paulo, campeão do último Campeonato Brasileiro Sub15.

A pequena foto 3x4 logo abaixo, da página oficial da Federação Paulista de Basquete, causa aquela tentação de comparar Kauê não a Charles Barkley, mas sim a um fenômeno de outro esporte. Ok, calma lá, estamos pegando um pouco pesado. Afinal, o jovem de 15 anos apenas está começando a sua carreira no basquete e, no esporte, não existe qualquer garantia antecipada de sucesso. Mas conhecendo um pouco da história de Kauê, dá para entender a razão de tamanha audácia.

O jovem atleta do Clube Internacional de Regatas (Santos) tem 1,87 metros de altura, joga na posição de ala. Sua performance contra Santa Catarina (35 pontos e 10 rebotes) foi disparadamente a mais impressionante numa final da 1a divisão nacional da categoria sub15, desde que as estatísticas passaram a ser computadas no site da CBB (2008). 

Mas não é só! O garoto é com folga o cestinha do Campeonato Paulista Metropolitano Sub15 com uma média de 29 pontos por partida (o segundo colocado tem uma média 18 pontos por jogo). Não satisfeito, Kauê ainda defende o seu clube na categoria Sub17 e, acredite se quiser, é o quarto maior cestinha do Campeonato Metropolitano.

No entanto, nada me impressionou mais do que o bate-papo que tive com Kauê. O garoto impressiona pela precoce maturidade e pela simplicidade, sem deixar de demonstrar aquela alegria infantil contagiante comum na sua idade. Sua curta história no basquete já está marcada por inúmeros episódios de superação.

Pouco depois de começar a jogar basquete, Kauê perdeu seu pai, um de seus maiores incentivadores. Pensou em parar de jogar, mas preferiu seguir adiante em busca do sonho. Seu biótipo se distingue daquele "padronizado" para a posição de ala. Para Kauê, isso não é um problema, mas sim a solução. O garoto usa a toda a força física a seu favor (na final contra Santa Catarina, foi a linha de lance livre 15 vezes). Em abril, foi cortado da seleção brasileira Sub15 que se preparava para o Sul-Americano. Desânimo? Nada disso, 3 meses depois, o ala se tornava o principal destaque de sua categoria no país.

Conheça um pouco mais dessa história, através da entrevista abaixo:

Como o basquete surgiu na sua vida?

Comecei a jogar basquete no Rebouças, com 8 anos de idade. Um garoto chamado Felipe, meu amigo, disse que iria me levar para jogar basquete e acabei gostando. Isso surgiu de repente. Depois de um certo tempo meu pai (falecido) me levou para um centro esportivo, e de lá, a professora Gilmara me colocou no Inter, time do professor Buru. Isso quando eu tinha 9 anos.

E que torneios você disputou pelo Inter? Sei que você tem sido cestinha em diversas competições...

Eu disputei o Torneio Início e o Metropolitano em 2008 (fui o 4o cestinha, com 330 pontos); o Torneio Metropolitano e o Final Four em 2009 (fui o 2o cestinha, com 444 pontos); fomos vice-campeões do Torneio Metropolitano e 4o lugar no Estadual em 2010 (fui o cestinha, com 626 pontos).

Em 2011, veio a sua primeira convocação para a seleção brasileira (Sub15). Como você recebeu a notícia?

A notícia veio através da internet! (rs) Eu tinha acabado de sair de um treino e fui no site da CBB, onde tinha  "convocação da seleção brasileira sub15"...e achei o meu nome. Fiquei muito feliz quando vi! Achei esse período muito legal, aprendi bastante coisa. Os treinos foram muito puxados, trabalhando bem as jogadas.

Bem, e depois certamente veio a decepção com o corte. Como você lidou com isso?

Com esse corte, tive uma lição, pois quando cheguei à minha cidade, todos me deram parabéns e disseram para eu voltar aos treinos. E acabei voltando normalmente, pois agora treino firme e forte para voltar à seleção no ano que vem.

Você chegou a acompanhar a seleção pela internet durante o Sul-Americano?

Na verdade não. Eu não tinha muito tempo, mas ficava sabendo das notícias através de um colega meu, o Luan Ziani, de Limeira.

E como foi o título do Campeonato Brasileiro Sub15 em Santa Catarina?

Foi muito legal. O campeonato foi bem disputado. Nós ganhamos os dois primeiros jogos e, logo em seguida, Santa Catarina nos venceu por uma diferença de 4 pontos. Com isso, precisariamos vencer Minas Gerais por uma diferença de 8 pontos para ficar com o 1o lugar na chave. Nós conseguimos e vencemos o Rio Grande do Sul na semifinal. Na final, nos sagramos campeões vencendo Santa Catarina por 65 x 60. Fiquei muito feliz!

E você acabou sendo o cestinha da sua equipe, com uma performance impressionante na final. Como foi o confronto contra Lucas Vezaro, um dos atletas mais talentosos da categoria?

Acirrado!!! (rsrs). Ele joga demais, apesar de termos colocado uma marcação forte nele!

Mudando um pouco de assunto, como você definiria o seu estilo de jogo?

Eu jogo aberto, cortando bastante e finalizando bem. Estilo Charles Barkley (rsrs). Sou ala, mas, de vez enquando, também ajudo no garrafão.

Você costuma acompanhar basquete na TV? Quais campeonatos?

Sim! NBA e NBB.

E quais são os seus jogadores prediletos?

Lebron James na NBA, Marcelinho Machado no NBB e Leandrinho na seleção brasileira.

E os estudos? Como andam?

Bem! No ano passado fui eleito o melhor aluno! Tive notas boas. Não posso largar o estudo, pois sem ele não seremos nada na vida. Estou no primeiro ano do ensino médio e estudo no Colégio Luiza Macuco, em Santos.

E a sua família? Você contou que infelizmente perdeu o seu pai muito cedo e que ele te incentivava no esporte. Como o restante da sua família vê a sua vida no basquete?

Infelizmente, eu tive a perda do meu pai. Hoje, tenho meu tio Ailton Silva, ex-jogador de futebol do Santos. Ele começou a me incentivar, e minha mãe também. Eu iria parar de jogar! Mas pensei bem, e era tudo o que meu pai queria...ver eu jogar basquete. Pois rezo muito por ele, para ele sempre cuidar de mim, é uma estrela que brilha no céu! Minha família vai a todos os meus jogos e me incentiva bastante, eu gosto disso!

Tenho certeza que seu pai está torcendo muito por você. Para finalizar, qual é o seu maior sonho no basquete?

Ser um jogador profissional, ser um jogador conhecido. Jogar na NBA!


Abaixo, segue um vídeo de Kauê, atuando na categoria Sub17:

domingo, 10 de julho de 2011

Olho no Abnner, o maranhense

Este final de semana não foi de decisão apenas para a elite da categoria Sub15 no país. Além da 1a divisão que foi disputada em Santa Catarina, a 3a divisão do Campeonato Brasileiro conheceu o seu campeão: o Maranhão.

A competição envolveu apenas equipes do Norte e do Nordeste, mas acabou sendo realizada em Brasília, numa economia de custos que certamente não ajuda popularização da modalidade nas duas regiões.

Apesar do resultado exuberante na final (Maranhão 72 x 26 Alagoas), o torneio foi mais disputado do que o usual. Nenhum time saiu invicto e, com exceção de Acre e Amazonas, todas as equipes conquistaram pelo menos 2 vitórias no campeonato.

Considerando somente os números disponibilizados no site da CBB, a 3a divisão do Campeonato Brasileiro revelou pelo menos dois jogadores: Breno, da seleção baiana (21 pontos, 18,2 rebotes e 4,6 tocos por partida) e, principalmente, Abnner dos Santos da seleção do Maranhão (39 pontos, 17 rebotes, 4,8 roubadas e 3 tocos por partidas).

Os números do jovem campeão maranhense são absurdos mesmo considerando o nível costumeiramente baixíssimo da competição. Esse garoto, então com 14 anos, foi um dos principais destaques da 2a divisão do Campeonato Brasileiro Sub15 de 2010 (16 pontos e 8 rebotes de média). Agora, um ano mais velho, e numa divisão abaixo, teve números para deixar Jonas Valanciunas com inveja.

Não estou pretendo insinuar que o garoto seja um fenômeno nacional...é até provável que não seja. Mas não estamos e nunca estivemos em condições de desperdiçar talentos no basquete brasileiro, mesmo os "não fenomenais". Afinal, para quem não sabe jogar basquete, 39 pontos por partida é difícil de anotar até quando não há oponente do outro lado da quadra.

Seria legal se a CBB tivesse uma atenção especial com esses garotos. Se é para existir uma seleção de desenvolvimento no país, que ela exista para atender esses garotos, que não têm qualquer condição de disputar competições de nível em seus estados de origem.

Com atleta cortado da seleção brasileira no comando, SP é campeão Sub15

Cerca de dois meses depois de ficar com a medalha de prata no Sul-Americano Sub15 no Paraguai, a geração de atletas nascidos a partir de 1996 voltou a competir. Defendendo as suas respectivas seleções estaduais, os atletas da categoria disputaram a 1a divisão do Campeonato Brasileiro, em Jaraguá do Sul (SC), e São Paulo acabou ficando com o título ao derrotar os anfitriões na final.

Vários garotos que estiveram com a seleção brasileira em maio marcaram presença em Santa Catarina. Por exemplo, o armador Lucas Vezaro, cestinha do Sul-Americano Sub15 e irmão de Felipe Vezaro (seleção Sub19), foi um dos principais destaques do time catarinense, juntamente com o pivô Lucas Rosniak (número 13 na foto abaixo). Ambos atuam nas divisões de base do em Joinville, Vezaro na AABJ e Rosniak no Joinville.

Dos paulistas que estiveram no Paraguai, só a dupla de pivôs Leonardo Bispo (Pinheiros - número 13, na foto ao lado) e Leonardo Oliveira (Limeira) brilhou em Santa Catarina. Na verdade, o cestinha e principal destaque da equipe campeã foi Kaue dos Santos (Internacional/Santos - na foto acima, de amarelo) que, sabe-se lá por que motivo, ficou de fora da seleção brasileira. Vale dizer, esse garoto vem sendo o principal pontuador de todos os torneios de base de São Paulo. Na final, Kaue anotou 35 pontos (12 acertos em 16 arremessos de quadra) e 10 rebotes, um monstro.

A seleção do Rio de Janeiro, medalha de bronze, foi liderada por Pablo (Fluminense). Já os gaúchos, que ficaram com a quarta colocação, foram liderados por Fernando Buboltz (Projeto Cestinha).

Vale a pena ficar ligado nesses nomes. Afinal, daqui a alguns anos, começarão a abastecer as nossas equipes adultas.

sábado, 9 de julho de 2011

Sub19 derrota a Letônia e termina Mundial na 9a colocação

Neste sábado, a seleção brasileira sub19 encerrou a sua participação no Mundial 2011. A equipe derrotou os anfitriões na disputa pela 9a colocação do torneio, por 81 x 73.


Apesar de o resultado final no torneio certamente não ter sido esperado pelos garotos e pelos torcedores, a seleção brasileira teve uma participação mais do que digna, num Mundial equilibradíssimo. E se em 2007, também sob o comando de José Neto, a seleção brasileira conseguiu uma posição (4o lugar) superior à campanha (4 vitórias e 5 derrotas), dessa vez o resultado foi o oposto, uma 9a colocação que veio através de 5 vitórias e apenas 3 derrotas, todas apertadas, sendo que duas delas vieram através de cestas improváveis.

Em torneios de "tiro curto" e cheio de quadrangulares é assim mesmo que funciona. Ou você é bom suficientemente para derrotar todos os adversários, ou você passa a depender de inúmeros outros fatores para seguir no torneio, entre eles a sorte.

Mas não dá para culpar apenas o destino, mesmo porque chega um momento na competição em que o time sabe exatamente o que é necessário fazer, e na Letônia, já entramos em quadra sabendo que não poderíamos perder para a Argentina.

De qualquer forma, vale a pena conferir um comparativo da atual campanha com a do Mundial 2007:

Mundial 2007
83 x 67 Líbano
73 x 98 França
81 x 75 Lituânia
75 x 87 Sérvia
65 x 104 EUA
89 x 77 China
73 x 72 Austrália
74 x 89 Sérvia
67 x 75 França

Mundial 2011
78 x 81 Rússia
79 x 70 Polônia
56 x 97 Tunísia
88 x 73 Letônia
57 x 63 Austrália
69 x 71 Argentina
77 x 63 Egito
81 x 73 Letônia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Raio X da Seleção Sub19 - Parte 1: A formação

Seleção Sub17 em março de 2009 - Fase inicial de treinos em Teresópolis.
A seleção Sub19 foi uma das que mais despertou a atenção do público nos últimos tempos. Sendo assim, nada melhor do que lembrar como foi formada essa equipe.

Cristiano "Felino": sem vaga  no time em 2007.
Essa geração, com jogadores nascidos entre os anos de 1992 e 1993, começou a disputar torneios internacionais pela CBB no ano de 2007, no Sul-Americano de Cadetes de Posadas Misiones, Argentina. No entanto, a categoria cadete envolvia também jogadores nascidos a partir de 1991, razão pela qual o primeiro torneio oficial disputado pela geração puramente 1992/93 acabou sendo o Sul-Americano Sub17 de 2009. Depois, veio a Copa América 2010 e, finalmente, o Mundial Sub19, na Letônia.


Somando os 3 momentos em que foi reunida, incluindo pré-convocações, a geração 1992/93 foi trabalhada com um total de 34 jogadores. Aqui, já vale um destaque: com exceção do caçula Leonardo Meindl, levado à Letônia em virtude da séria lesão sofrida pelo armador Ícaro Parisotto, todos os jogadores que disputaram o Mundial 2011 já constavam na lista de 25 jogadores da pré-convocação de 2009. Significa que, ao menos em tese, não houve qualquer grande revelação na geração neste período de 2 anos.

É uma situação que chega a chocar, pois o período entre 17 e 19 anos é exatamente aquele em que a formação atlética do jovem costuma se consolidar. Ademais, durante 2 anos de aprendizado, muita coisa pode mudar na capacidade técnica dos jogadores.

Lucas "Bebê" treina em 2009 para o Sul-Americano 2007.
Mesmo uma análise intrínseca do grupo já é suficiente para demonstrar as mudanças naturais ocorridas neste período. Por exemplo, no Sul-Americano Sub17 de 2009, o grande cestinha da seleção brasileira, com enorme folga, foi Felipe Taddei (14,3 pontos por jogo), enquanto que em 2011, o ala vem sendo apenas o 7o maior pontuador da equipe no Mundial (6,4 pontos por jogo). Lucas Nogueira, por sua vez, há 2 anos se destacava quase somente pelo tamanho, enquanto que hoje é uma das maiores estrelas do time.

Mas, afinal, de onde a CBB e suas comissões técnicas colheram esses 34 jogadores?

Bem, de acordo com o site da confederação, 21 clubes brasileiros cederam jogadores para essa espécie de peneira que durou 3 temporadas, culminando com o Mundial da Letônia. Contudo, apenas 7 instituições cederam 2 ou mais atletas. Portanto, pelo menos em relação à geração 1992/93, apenas Fluminense (3), Franca (3), Minas (2), Palmeiras (3), Paulistano (3), Pinheiros (3) e Uberlândia (2) podem se gabar de terem sido grandes formadores.


Raulzinho na Liga das Américas 2008/09.
Lamentavelmente, apenas 8 dos 27 estados brasileiros contaram com representantes nesta classe de 34 jogadores: Bahia (1), Goiás (2), Minas Gerais (6), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Sul (5), Santa Catarina (2) e São Paulo (13). Cá entre nós, é uma seleção paulista, com contribuição de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Não pode passar em branco que Flamengo e Brasília, responsável por todos os títulos nacionais adultos de 2007 a 2011, não formaram um jogador sequer na geração em análise, o que é lamentável.

Portanto, apesar de ter resultado num time capaz de encantar a todos e com talentos realmente especiais, a geração 1992/93 não deixa de ser uma ilustração perfeita do quão diminuto é o basquete no Brasil. Toda uma geração da nossa modalidade foi formada por pouco mais de meia dúzia de instituições, com garotos de 4 ou 5 estados. Vamos ficar sempre rezando por uma boa fornada?



Confira abaixo a relação dos jogadores que serviram a seleção brasileira na geração 1992/93, de acordo com as informações do site da CBB. Destacado na cor azul, os 12 integrantes da seleção que disputa o Mundial 2011 na Letônia.

Nome - Posição - Idade na 1a convocação - Altura na 1a convocação - Clube na 1a convocação - Estado onde foi federado
Alexandre Paranhos – Ala – 19 anos – 2,03m – Pinheiros (SP) – SP 
Aloam Oliveira – Ala/Armador – 17 anos – 1,85m – Fluminense (RJ) – RJ
Arthur José Casimiro – Pivô – 17 anos – 2,05m – Grêmio Náutico União (RS) – RS
Bruno Irigoyen – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Minas Tênis Clube (MG) – RS
Chandler Iury Chaves – Ala – 16 anos – 2,00m – Uberlândia Tênis Clube (MG) – GO
Cristiano Felício – Pivô – 16 anos – 2,06m – Jacareí (SP) – MG
Davi Rosseto de Oliveira – Armador – 16 anos – 1,80m – Pinheiros (SP) – SP
Diego Costa – Pivô – 16 anos – 1,95m – Paulistano (SP) – SP
Durval Cunha – Ala/Armador – 17 anos – 1,99m – Ginástico (MG) – MG 
Erik Camilo – Pivô – 17 anos – 2,03m – Fluminense (RJ) – RJ
Felipe Taddei – Ala/Armador – 17 anos – 1,92m – Franca Basquete (SP) – SP
Felipe Vezaro – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Joinville Esporte Clube (SC) – SC 
Gabriel Aguirre – Ala – 15 anos – 2,00m – Palmeiras (SP) - SP
Gemerson Barbosa – ala/pivô – 17 anos – 2,00m – São Sebastião do Paraíso (MG) - BA 
Gustavo de Paula – Armador – 14 anos – 1,80m – Palmeiras (SP) - SP
Henrique Coelho – Armador – 18 anos – 1,82m – Palmeiras (SP) – MG 
Henrique Hernandez – Ala/Armador – 17anos – 1,93m – Conti/Amea/Assis (SP) – SP
Icaro Parisotto – Armador – 16 anos – 1,81m – Ubirajá (RS) – RS
Igor Dias – Pivô – 15 anos – 2,01m – Espanha – RS
Lauro Gonçalves – Pivô – 17anos – 2,09m – Náutico Capibaribe (PE) – PE
Leonardo Meindl – Ala – 17 anos – 2,00m – Franca (SP) – SP 
Logan Silveira – Ala/Pivô – 17 anos – 2,02m – Associação Limeirense (SP) – SP
Lucas Amarante Nogueira – Ala/Pivô – 16 anos – 2,10m – Clube Central (RJ) – RJ
Lucas Mariano – Pivô – 17 anos – 2,07m – Franca (SP) – GO 
Lucas Ronchi – Ala – 17 anos – 1,98m – Paulistano (SP) – SP
Luciano Starling – escolta – 18 anos – 1,92m – Olympico A.C (MG) - MG 
Luis Otávio Vieira – Armador – 18 anos – 1,97m – Fluminense (RJ) – RJ 
Luiz Henrique dos Santos – Ala/Pivô – 16 anos – 1,94m – APAB/Blumenau (SC) – SC
Matheus Rafael Raschen – escolta – 18 anos – 1,92m – Colégio Mauá (RS) – RS 
Olintho Silva – Ala – 16 anos – 2,00m – Uberlândia Tênis Clube (MG) – MG
Rafael Luz – Armador – 15 anos – 1,82m – A.E. Jundiaiense (SP) - SP
Raul Togni Neto Jr. – Armador – 15 anos – 1,78m – Minas Tênis Clube (MG) – MG
Victor Correia – Armador – 15 anos – 1,78m – Paulistano (SP) – SP
Vitor Pinto e Silva – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Pinheiros (SP) – SP



Fotos: CBB.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coração partido

Difícil dizer qualquer coisa num momento como este. Eliminação realmente triste e que veio da forma mais dramática possível.

Houve erros? Sem dúvida. Mas acredito que numa derrota como essa, nem é necessário ficar lembrando deles. Atletas e comissão técnica vão passar os próximos dias mentalizando cada momento, cada detalhe. Queiram ou não...

Se há uma mensagem que pode ser transmitida para os garotos é a de que de toda derrota se pode tirar uma lição, um aprendizado para o resto da vida.

A partir de agora, ficamos na torcida para que esses jovens atletas brilhem em suas carreiras profissionais. O caminho será longo e difícil. Exigirá muito trabalho e perseverança.

Giro na Torcida: Brasil x Argentina, Mundial Sub19

Pois é galera. Com um regulamento confuso, na base de seguidos quadrangulares, o Mundial Sub19 chegou em sua rodada final antes do mata-mata com situações improváveis.

Os argentinos, que só foram bem em duas partidas, contra Letônia e Rússia, e, ainda assim, passando sufoco, classificaram-se com antecedência para as quartas-de-finais. O Brasil, por sua vez, sofreu duas derrotas apertadíssimas, mas passou bem pelos demais adversários. No entanto, precisaremos vencer os hermanos às 15:15 horas, para sobrevivermos na competição.

Se superarmos os argentinos, ficaremos na segunda colocação do grupo e enfrentaremos a Lituânia nas quartas-de-finais. Se perdemos, voltamos para o Brasil. A vantagem é que, hoje, pela primeira vez, teremos transmissão de emissoras brasileiras. Sintonizem na ESPN Brasil ou na Bandsports para assistir à partida, e participe do nosso chat para torcer para o Brasil.


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terça-feira, 5 de julho de 2011

Dolorosa derrota para os cangurus

Novamente, imprensa e torcida ficaram no escuro durante uma partida da seleção brasileira no Mundial Sub19. Sem transmissão, na TV ou na internet, ficamos todos roendo as unhas durante Brasil 57 x 63 Austrália, sem saber exatamente o que acontecia na quadra.

A seleção brasileira dominou o placar durante boa parte do primeiro tempo, mas concedeu o empate no minuto final, 28 x 28.

Se a ideia da equipe comandada por José Neto era parar Anthony Drmic, até então o cestinha da competição, houve êxito: a estrela australiana anotou apenas 2 pontos e errou todos os 10 arremessos de quadra que tentou na partida. Contudo, acabamos não tendo uma resposta para os 23 pontos e 10 rebotes de Mitchell Creek.

Numa partida marcada por muitos e muitos erros dos nossos jogadores (20 no total), a seleção brasileira acabou deixando a Austrália abrir o marcador no meio do terceiro período, e não conseguiu mais empatar. Destaques individuais para os pivôs Cristiano Felício (16 pontos, 12 rebotes e 2 tocos) e Lucas Bebê (9 pontos, 16 rebotes e 4 tocos). Apesar dos números, entretanto, a dupla não conseguiu impedir uma série de rebotes ofensivos dos adversários nos momentos decisivos. Além de Felício, Raulzinho foi o único jogador brasileiro a produzir ofensivamente (19 pontos).

Amanhã, na última rodada da segunda fase, a nossa seleção enfrentará a perigosa Argentina, que apesar de ter perdido as duas últimas partidas disputada contra os brasileiros tem mostrado um bom basquete no Mundial. É vencer ou vencer!

Giro na Torcida: Brasil x Austrália, Mundial Sub19


Seja bem-vindo ao chat do Giro na Torcida!

Hoje é dia de os garotos da seleção brasileira encararem o seu desafio mais difícil no Mundial Sub19. Vão enfrentar o poderoso time da Austrália, que divide a liderança do Grupo E conosco e com a Polônia (3 vitórias e 1 derrota).

Além de difícil, contra um rival que nos aplicou sonoros 88 x 64 na fase preparatória, a partida que começará às 10:45 horas terá a importância de praticamente definir o caminho da seleção brasileira no decorrer da competição.

Uma vitória contra os australianos coloca a seleção brasileira a um passo da primeira colocação do Grupo E, o que poderia representar, por exemplo, enfrentar a seleção da Croácia na próxima fase. Logo os croatas que começaram a competição arrasadores, mas que caíram de produção nos últimos dias. Por outro lado, uma derrota para os cangurus deixará a seleção brasileira mais distante das duas primeiras posições, o que possivelmente significará um duelo contra os EUA ou a Lituânia já nas quartas-de-finais.

O desafio do dia será parar Anthony Drmic, já conhecido pela alcunha de Dr. Mirc em nosso chat. Ele é o cestinha do Mundial Sub19 com uma média de 23,2 pontos por partida e um aproveitamento inacreditável de  65,4% na linha dos 3 pontos. Na próxima temporada, ao lado do companheiro Igor Hadziomerovic, Dr. Mirc disputará a NCAA por Boise State.


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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vitória para entusiasmar


Dessa vez ninguém nos contou. Nós vimos! O fato da Letônia ser o time da casa reserva aos seus adversários a chance de transmissão na TV e por meio de um canal de lá acompanhamos a belíssima vitória brasileira na tarde de hoje, 88 a 73 (veja aqui as estatísticas do jogo). Com direito à participação efusiva no Chat do Giro (que você pode ver abaixo, no último post), a vitória emocionou e entusiasmou o carente fã de basquete brasileiro.

Vários garotos poderiam ser considerados destaques, no entanto, antes de qualquer número ou atuação individual, há de ser ressaltado o incrível nível tático e mental que o time mostrou em quadra. Não vimos os outros jogos, mas hoje a impressão foi ótima. Não é fácil vencer por 15 pontos o time da casa, sobretudo se este for um europeu e que já havia vencido a Austrália na primeira fase.

O Brasil venceu porque executou o plano de jogo com dedicação. Defendeu por quase os 40 minutos, com absoluta intensidade. O nível do time não caiu quando entraram os reservas (em alguns momentos o que aconteceu foi inclusive o contrário). Com um jogo de bastante movimentação e intensa troca de passes, o time conseguiu sempre encontrar algum companheiro livre na linha dos três. A Letônia, receosa do talento de nosso time no jogo interno, pagou pra ver e sofreu da linha de fora. Quando tentou encurtar os espaços marcando lá em cima era cortada com facilidade por nossos alas baixos.

A aplicação tática e o espírito coletivo permitiu que o talento individual também despontasse. Raulzinho esteve imparável e seu reserva (e companheiro de armação quando ambos estão em quadra), Davi, consegue substituí-lo à altura, o que não é pouca coisa. No jogo interno, Bebê e Erick não estiveram bem, o primeiro com problemas de faltas e o segundo outra vez descalibrado, mas Cristiano Felino e Gabriel Aguirre tiveram atuações memoráveis. Na ala, Bruninho matou bolas de 3 necessárias para garantir a vitória e se destacou mais que Bertans, ala selecionado pelo San Antonio Spurs no Draft da NBA.

Com excepcional qualidade de imagem, lances do jogo e entrevistas (em inglês) com o auxiliar técnico Rodrigo e Gabriel Aguirre

Amanhã, os garotos enfrentam o principal desafio da segunda fase: a seleção australiana que nos venceu por lavada durante a fase de preparação com incrível aproveitamento nas bolas de 3. Nesse Mundial, os australianos já perderam para o time que acabamos de vencer e dividem a liderança conosco. Vencê-los carimba nosso passaporte para as quartas-de-final (o que significa dizer que garante ao menos mais um jogo com TV, quem sabe até transmissão em canais brasileiros).

A impressionante vitória de hoje serve para, além de dar moral, avisar que existe um time muito forte que realmente aspira coisas grandes nessa competição. Muitas vezes ouvimos a famosa sentença sobre "crescer na hora certa". Pois é bem disso que estamos falando. A hora certa chegou. É amanhã, 10h45, com direito a chat no Giro.

Giro na Torcida: Brasil x Letônia, Mundial Sub19

Logo mais, às 13 horas, pela segunda fase do Campeonato Mundial Sub19, o Brasil enfrentará a Letônia, anfitriã do torneio e que conta com Davis Bertans, escolhido pelo San Antonio Spurs no Draft 2011. Bertans, aliás, já foi carinhosamente apelidado de Bertoldo Brecha pelos secadores do nosso chat.

Ainda estamos na expectativa de encontrar algum link com transmissão do jogo. Venha torcer conosco!

OBS: Na primeira partida do Grupo E, a Austrália conseguiu uma virada sensacional contra a Rússia e venceu por 85 x 78.


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Ministério dos Esportes garante o NBB Sub21

No momento em que todos acompanhamos a nossa seleção Sub19 na disputa pelo Mundial na Letônia, o Ministério dos Esportes trouxe uma boa notícia para os nossos jovens atletas, garantindo em seu site a realização do Torneio Sub21 do NBB, entre os meses de agosto e setembro.

Uma ótima notícia para o basquete brasileiro, pois cria uma competição para uma faixa etária que praticamente não tem oportunidade no país. É uma turma que, salvo casos excepcionais, ainda está muito crua para competir em igualdade com os veteranos, mas que, ao mesmo tempo, já não tem idade para disputar os torneios de base promovidos pela CBB e pela FIBA.


Além disso, a competição servirá também como vitrine para os principais clubes do Brasil, o que pode ser potencializado pela participação de alguns clubes de fora do NBB, entre eles, um participante da Super Copa Nordeste. Vale dizer, essa possibilidade nos foi informada pelo presidente da Liga Nordeste de Basquete, Ives Costa.

O NBB Sub21 é um sonho antigo dos dirigentes da LNB, que foi viabilizado com a participação do Ministério dos Esportes, que bancará boa parte dos custos do evento.

O formato do torneio, com 3 fases que duram aproximadamente uma semana cada, ainda está longe do ideal (uma competição que cobrisse boa parte da temporada), mas, sem dúvida, é um bom primeiro passo.

domingo, 3 de julho de 2011

Imagens de um torneio quase clandestino

Infelizmente, pouco se pôde ver do Campeonato Mundial Sub19. As informações que chegam da Letônia são no sentido de que a maioria das partidas sequer está sendo filmada. Uma pena, pois há um grande equilíbrio na competição, e estamos perdendo oportunidade de ver o início de várias carreiras espetaculares.

Assim, serve de consolo assistir aos pouquíssimos vídeos divulgados pelo Canal de Youtube da Fiba. Confira:

Lituânia: time e torcida espetaculares



Os super atléticos norte-americanos



A zebra coreana derruba a carroça croata desembestada

sábado, 2 de julho de 2011

Colocando a zebra para correr

Depois de duas partidas não recomendadas para cardíacos, a seleção brasileira sub19 teve um sábado relativamente tranquilo. Vitória sem sustos contra a Tunísia: 97 x 56.

Era aguardada uma partida fácil contra os africanos, mas a vitória da Polônia sobre a Rússia, instantes antes, acabou obrigando o Brasil a vencer, sob pena de uma eliminação.

E a seleção brasileira começou com tudo no primeiro período, vencendo por 23 x 9. No entanto, a partir daí, talvez por relaxamento nosso, a Tunísia passou a pontuar com regularidade, fazendo com que, no meio do terceiro período, a nossa vantagem ainda estivesse na casa de desconfortáveis 10 pontos.

Foi exatamente neste momento de aparente ameaça que Lucas "Bebê" Nogueira surgiu, com uma onipresença marcante no quadro de estatísticas. Eram enterradas, rebotes, tocos e roubos. Nosso pivô começou a partida com um aproveitamento de 1/5 nos arremessos, mas emendou com uma sequência de 7 acertos consecutivos na parte final. 

A diferença no placar aumentou e a seleção da Tunísia acabou abrindo o bico. Bebê anotou 19 pontos, 10 rebotes e 5 tocos, em 24 minutos. Destaque também para Felipe Vezaro (12 pontos), Durval (8 pontos e 6 assistências) e para Davi (9 pontos e 5 assistências).

Na segunda fase da competição, serão formados dois grupos com 6 equipes cada. O Brasil classificou-se para o Grupo E juntamente com Polônia e Rússia. Essas equipes agora enfrentarão Argentina, Austrália e Letônia. Vale dizer, todas as 6 equipes do Grupo E estão com campanhas iguais: 2 vitórias e 1 derrota cada.

Fotos: Fiba.

Giro na Torcida: Brasil x Tunísia, Mundial sub19

Depois de um excelente resultado contra a Polônia, a seleção brasileira Sub19 entra em quadra para enfrentar a Tunísia, na última rodada da primeira fase do Campeonato Mundial. Mais cedo, no outro jogo do Grupo A, a Polônia aplicou uma surra na Rússia: 87 x 70, assegurando a primeira colocação do grupo.

A situação é a seguinte: se vencermos a Tunísia por qualquer placar, passamos à segunda fase com a 2a melhor colocação do Grupo A, pelos critérios de desempate contra Polônia e Rússia. Se perdemos da Tunísia, toc toc toc, seremos eliminados da competição, pois levaríamos desvantagem no confronto direto.


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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Na base da gangorra, Sub19 conquista vitória fundamental

Como já havia sido comprovado ontem, acompanhar as partidas da seleção Sub19 não é um programa recomendado para torcedores com problemas cardíacos. Hoje, apesar dos altos e baixos durante a partida, o desfecho foi favorável para a seleção brasileira: 79 x 70 contra a Polônia, afastando o trauma deixado pela amarga derrota sofrida contra os russos.

Talvez preocupado com o confronto físico com a dupla de garrafão formada por Niedzwiedzki e Karnowski, o técnico José Neto começou a partida com um garrafão "mais pesadão", com Arthur Casimiro e Erick Camilo. É impossível analisar sem ter assistido à partida, mas aparentemente, a tática não funcionou. O time não se acertava nem no ataque, nem na defesa e o resultado foi um 0 x 14.

No entanto, a seleção brasileira se recuperou ainda no primeiro período, e com uma segunda parcial ainda melhor, a seleção foi para o vestiário com uma vantagem de 5 pontos: 41 x 32. Raulzinho, Felipe Vezaro e Cristiano Felício, apelidado de Felino em nosso chat, foram os principais destaques, pelo menos nos números.

Apesar de ter começado o segundo tempo com uma nova formação no garrafão: Bebê e Gabriel Aguirre, a seleção foi tomada por um novo apagão, só que dessa vez ainda pior: 0 x 16 para os poloneses. A bem da verdade, só fomos melhorar quando Cristiano Felício, o principal destaque do dia, voltou à quadra.

A partida entrou no último período com uma vantagem de apenas 2 pontos a favor dos poloneses, e o placar seguiu disputado até os minutos finais. Foi quando a seleção brasileira brilhou, coincidência ou não, num dos raros momentos em que utilizou uma formação com dois armadores. Raulzinho e Davi pontuavam, roubavam bolas e sofriam faltas, enquanto que Felipe Taddei, até então apagadíssimo, foi o responsável por anotar as duas cestas de 3 pontos mais decisivas da partida.

Ao final, tivemos belas recuperações nesta sexta-feira. Deixamos para trás a dolorosa derrota para a Rússia e dois apagões durante a partida. Raulzinho anotou 16 pontos, 5 rebotes e 5 assistências, enquanto que Cristiano Felício contribuiu com 12 pontos e 7 rebotes, em apenas 18 minutos. E, no fim das contas, conseguimos diminuir o ímpeto da dupla de pivôs da seleção polonesa, vice-campeã do Mundial Sub17 2010. Niedzwiedzki cometeu a sua quinta falta no meio do último período e Karnowski só anotou 3 pontos na partida.

Amanhã, o Brasil enfrentará a Tunísia, saco de pancadas do Grupo A, às 12:15 horas (horário de Brasília), na última partida da primeira fase do Mundial Sub19.

Fotos: FIBA.

Giro na Torcida: Brasil e Polônia, Mundial sub19

Chegou a hora do segundo jogo.

Como o Chat ontem foi bem recebido, vamos repetir a dose.






CestinhasPPG
1.
image of Mateusz PONITKA

Mateusz PONITKA

Nascido em 29/08/1993
Altura: 1.95cm
17
2.Michal Michalak15
3.Przemyslaw Karnowski11
4.Piotr Niedzwiedzki9
Tomasz Gielo9


CestinhasPPG
1.
image of Raul NETO

Raulzinho NETO (Minas)

Nascido em 19/05/1992
Altura 1.86cm
20
2.Davi Rossetto (Pinheiros)15
3.Lucas Bebê Nogueira (Estudiantes)14
4.Bruno Irigoyen (Minas)11
5.Felipe Taddei (Franca) 8