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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pré-olímpico africano na reta final


Se na América e na Europa as seleções aquecem os seus motores para iniciar a disputa por uma vaga olímpica, em Madagascar as equipes africanas se encontram a apenas 3 jogos da definição para Londres 2012.

Nigéria x República Centro-Africana; Senegal x Costa do Marfim; Tunísia x Marrocos e Angola x Camarões são os confrontos das quartas-de-finais do Torneio Pré-olímpico africano, que classificará apenas a seleção campeã para os Jogos Olímpicos.

O torneio da África conta com alguns jogadores conhecidos do público da NBA e do Basquete Europeu. É o caso do nigeriano Ime Udoka (ex-Los Angeles Lakers, New York Knicks, Portland Traiblazers e San Antonio Spurs). Ele está com médias de 11,8 pontos, 6,8 rebotes e 5,2 assistências na competição, tendo anotado um raro triplo duplo na partida contra Moçambique.

A Angola, responsável por 10 dos últimos 11 títulos africanos, passa por um momento delicado. Desfalcados de seu principal jogador, Olimpio Cipriano, os angolanos sofreram diante de Senegal, na primeira fase, a primeira derrota numa Copa Africana desde 2001, quebrando uma incrível sequência de 36 vitórias. Agora, Joaquim Gomes, Carlos Morais e cia terão que cortar um dobrado com equipes como Camarões, Nigéria e Senegal no caminho para Londres.

Foto: Fiba.com

Tuto Marchand na TV e na Internet

Uma boa notícia para o amante do basquete. A Copa Tuto Marchand, torneio preparatório para o Pré-Olímpico, poderá ser acompanhada pela TV e pela internet.

A Tuto Marchand começa hoje, às 19 horas, e os basqueteiros poderão acompanhar as partidas da seleção brasileira pelo canal Sportv (sempre vale ficar com um pé atrás com as promessas de transmissão do canal) e o torneio completo pelo site da Fiba Americas TV (clique aqui).

O Brasil venceu as duas primeiras edições da Copa Tuto Marchand, ambas em Porto Rico. Neste ano, o torneio será o primeiro grande teste para a nossa seleção, já que reunirá equipes com reais possibilidades de classificação para os Jogos Olímpicos, como Porto Rico e República Dominicana.

Confira a programação da Copa Tuto Marchand:

- Quarta-feira (24 de agosto)
Brasil x Canadá (19h00); e República Dominicana x Porto Rico (21h15)

- Quinta-feira (25 de agosto)
Porto Rico x Canadá (19h00); Brasil x República Dominicana (21h15)

- Sexta-feira (26 de agosto)
Canadá x República Dominicana (19h00); e Brasil x Porto Rico (21h15)
 
Foto: Cbb/Inovafoto

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Canadá define 14, faltam dois cortes


Se é exagero dizer que o Canadá briga diretamente por vagas olímpicas, o time da América do Norte já mostrou em outras competições que pode surpreender, ou sendo o fiel da balança tirando pontos de adversários mais gabaritados, ou garantindo vaga no Pré-Olímpico Mundial, provavelmente a maior aspiração dos comandados de Leo Rautins.

Para jogar a Tuto Marchand, o treinador definiu 14 jogadores, repetindo equipe que foi base nos campeonatos anteriores. Ainda que o time tenha nomes interessantes como o filho do técnico, Andy Rautins, ótimo armador com carreira na NCAA e agora esquenta-banco no Knicks, o pivô Joel Anthony, da NBA e o ala Carl English, o forte do time é o jogo coletivo e a intensa defesa.

Pelo twitter, Andy Rautins fala das jornadas do time. Vale, para quem quiser acompanhar mais de perto, a jornada canadense. A foto, acima, é de seu Lockerz.

Sumiço de passaportes apavora Porto Rico


Na reta final da preparação para o Pré-Olímpico de Mar Del Plata, a seleção de Porto Rico sofreu um revés inusitado. Sem os respectivos passaportes, quatro jogadores foram impedidos de embarcar para Foz de Iguaçu, onde a equipe disputará o torneio preparatório Tuto Marchand a partir de amanhã.

Segundo o jornal local Primera Ahora, Andrés Rodríguez, Daniel Santiago, John Holland e Renaldo Balkman, além de outros dois membros da comissão técnica, ficaram presos em Porto Rico por conta do sumiço dos passaportes.

Com o passar das horas, a situação ficou dramática, já que sem a documentação de viagem, até mesmo a participação dos quatro no Pré-Olímpico ficara ameaçada.

Por sorte, os passaportes foram localizados nesta terça-feira, supostamente no consulado brasileiro em Miami, onde estavam para a concessão do visto. A Federação de Porto Rico agora corre contra o tempo, a fim de que os atletas possam embarcar para o Brasil na quinta-feira. Como a Copa Tuto Marchand começa nesta quarta-feira, dificilmente eles disputarão as partidas. No entanto, o técnico Flor Melendez espera contar com os quatro nos treinamentos realizados em solo brasileiro.

Paulão é cortado e seleção define os "12 de Mar Del Plata"

 
Semana de definições no Giro no Aro e também na seleção brasileira. Hoje, o site oficial da CBB anunciou que o pivô Paulão foi o último atleta cortado pelo técnico Rubén Magnano, definindo o grupo de 12 atletas que disputará a Copa Tuto Marchand e, posteriormente, o Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

O corte do pivô do Unicaja causa uma leve surpresa, já que dos pivôs "espanhóis" (composto por Augusto Lima, Rafael Hettsheimeir e Caio Torres - este agora no Flamengo), Paulão é o que possuía maior experiência na seleção brasileira. No entanto, é inegável que nesta temporada o grandalhão chegou à seleção completamente fora de forma, com uma sobra de quilos capaz de fazer inveja no Román Gonzalez.

Ainda acho que Paulão poderia ser útil, principalmente nos confrontos mais fáceis da seleção brasileira, contra equipes sem força no garrafão. De qualquer maneira, o "King Kong", como o brasileiro é conhecido na Espanha, precisará mesmo recuperar a sua melhor forma física nos próximos meses. Desde a grave lesão sofrida no tornozelo direito, em abril de 2010 (vide vídeo abaixo), o pivô luta contra a balança. Recentemente, inclusive, o Unicaja ameaçou rescindir o seu contrato.


Abaixo, segue o grupo de jogadores que lutará em Mar Del Plata por uma vaga nas Olimpíadas de 2012, a partir do dia 30 de agosto.

NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
Alex Garcia – Ala – 31 anos – 1,91m - Uniceub/BRB/Brasília (DF) – SP
Augusto Cesar Lima – Ala/pivô – 19 anos – 2,07m – Unicaja (ESP) – RJ
Caio da Silveira Torres – Pivô – 24 anos – 2,11m – CR Flamengo (RJ) – SP
Guilherme Giovannoni – Ala/pivô – 31 anos – 2,04m – Uniceub/BRB/Brasília (DF) – SP
Marcelo Huertas – Armador – 28 anos – 1,90m – Regal FC Barcelona (ESP) – SP
Marcelo Magalhães Machado – Ala/armador – 36 anos – 2,00m – CR Flamengo (RJ) – RJ
Marcus Vinicius Vieira de Sousa – Ala – 27 anos – 2,07m – Pinheiros (SP) – RJ
Rafael Freire Luz – Ala/Armador – 19 anos – 1,85m – Lucentum Alicante (ESP) – SP
Rafael Hettsheimeir – Pivô – 25 anos – 2,05m – CAI Zaragoza (ESP) – SP
Tiago Splitter – Pivô – 26 anos - 2,11m – San Antonio Spurs (EUA) – SC
Vitor Alves Benite – Ala/armador – 21 anos – 1,90m – Winner/Limeira (SP) – SP
Welington Reginaldo dos Santos – Armador – 30 anos – 1,85m – Uniceub/BRB/Brasília (DF) – SP
COMISSÃO TÉCNICA
Diretor: Vanderlei Mazzuchini
Técnico: Ruben Magnano
Assistentes Técnicos: José Alves Neto, Fernando Duró e Demétrius Ferracciú
Preparadores Físicos: Diego Jeleilate e Diego Falcão
Fisiologista: Rafael Fachina
Médico: Danilo Incerti
Fisioterapeutas: Silas Wascuzuk Jr, Adriano B. Tambosi e Daniel Hideki Kan
Nutricionista: Gislaine Bueno

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rafael Luz na seleção brasileira

Através de um comunicado oficial, a CBB anunciou nesta quarta-feira que Rafael Luz integrará o grupo que se prepara para o Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

A partir de hoje, o armador participará dos treinos com a seleção brasileira. Na nota oficial, a CBB explicou que o armador só não foi convocado anteriormente, tanto para a seleção adulta, quanto para a seleção sub19, por conta da "Lei de Cupos" da liga espanhola.

Essa regra impunha um número mínimo de espanhóis selecionáveis por elenco. Por conta dela, em 2009, Rafael Luz acabou sendo protagonista de uma enorme crise envolvendo CBB e Unicaja, eis que o clube tinha enorme interesse que Rafael Luz abrisse mão da seleção brasileira, tornando-se, além de um cidadão espanhol, um selecionável. A CBB, por sua vez, dificultou a vida do clube espanhol. Como revanche, o Unicaja pediu para que Paulão se retirasse da seleção brasileira imediatamente, impedindo a sua participação na Copa América 2009.

Agora, as novas regras em vigor na Espanha impõem novos critérios para a formação de elenco, priorizando mais o local de formação do atleta do que o fato de ser ou não ser selecionável para a Espanha.

Rafael é o caçula da família Luz, que deu ao basquete feminino três grandes jogadoras: Helen, Cíntia e Sílvia. Na última temporada da ACB, o armador de apenas 19 anos, teve médias de 5 pontos e 2 assistências. Ele jogou parte da temporada pelo Unicaja mas, no meio, foi emprestado ao Granada.

terça-feira, 19 de julho de 2011

De olho em Porto Rico

Como já deu para notar, o blog anda meio paradão. Infelizmente, a bola deve girar pouco por aqui nas próximas semanas. Pelo twitter, temos acompanhado a seleção militar e a Sub17 masculina, mas sem tempo para escrever muita coisa.

Por enquanto, no que se refere ao principal torneio de seleções do ano, o Pré-Olímpico de Mar Del Plata, vale ficar de olho na preparação dos rivais. 

Ontem, a seleção de Porto Rico finalmente iniciou seus treinamentos para a competição continental. Tal como nós, os portorriquenhos enfrentam sérios problemas no elenco. 

Nathan Peavy, Angel David Vassallo e Peter John Ramos já são considerados desfalques certos, por causa de lesões. Carlos Arroyo e Renaldo Balkman ainda aguardam definição de seguro para integrarem o grupo. Por fim, José Juan Barea foi liberado para começar os treinamentos apenas no dia 1o de agosto.

Apesar da forte turbulência, Porto Rico, um dos nossos principais adversários na luta por uma vaga olímpica, realizou um primeiro treino animado. Veja abaixo:

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Triste para o Larry, péssimo para a seleção

Ontem, saiu a notícia de que Larry Taylor não poderá participar do Pré-Olímpico, pois o Ministério da Justiça não conseguiria completar o processo de naturalização a tempo.

Curiosamente, poucas horas depois, a imprensa espanhola divulgava que Serge Ibaka acaba de se tornar espanhol e poderá disputar o Pré-Olímpico europeu. 

Existem uma grande diferença entre os processos de naturalização de Serge Ibaka e de Larry Taylor. O pedido de naturalização de Larry Taylor só é possível porque, no início do ano, ele completou, em tese, os requisitos previstos na Constituição e no Estatuto do Estrangeiro. Já Ibaka, como não preenchia os requisitos da lei espanhola (jogou 3 anos na Espanha, mas se mudou para os EUA em 2009, antes do requerimento), naturalizou-se através de decreto real, um ato discricionário previsto para "hipóteses excepcionais".

Nesse ponto, volto a afirmar, os requisitos de naturalização previstos no Brasil são dos mais rígidos do planeta e, até por isso, não há qualquer cabimento discriminar brasileiro nato de brasileiro naturalizado. Nada contra a rigidez do nosso sistema jurídico e, nesse caso, acho que nós estamos mais certos do que os espanhóis. O lamentável, entretanto, é saber que o sujeito depois de (supostamente) reunir todas as condições legais ainda fique preso na máquina burocrática brasileira.

Fico realmente triste pelo Larry Taylor, a quem já considero brasileiro. Trata-se de uma pessoa de personalidade cativante e que vinha demonstrando grande entusiasmo em servir a seleção brasileira. Mesmo sem condições de jogo, pretende seguir treinando com o grupo apenas para ajudar, o que é um belo gesto.

Para a seleção brasileira, trata-se de um grande desfalque. Com Larry Taylor, parecia solucionado o problema da reserva de Marcelinho Huertas. Agora, para enfrentar duplas como Arroyo/Barea e Prigioni/Sanchez, o Brasil terá que despejar minutos em Nezinho, Vitor Benite e/ou Raulzinho.

Nezinho, obviamente, larga na frente na luta pelo posto de principal armador reserva, mas é um jogador inconsistente. Ainda por cima, é possível que se desligue da seleção por alguns dias para disputar os Jogos Mundiais Militares, correndo risco de lesão. Vitor Benite teve uma ótima temporada no NBB, mas jogando quase que integralmente na posição de ala. Raulzinho é uma das maiores promessas do basquete brasileiro, mas ainda é muito inexperiente para uma competição como a que se aproxima.

Assim, é bem possível que Huertas seja novamente sobrecarregado durante a competição, o que definitivamente não seria bom para as pretensões brasileiras no Pré-Olímpico.

terça-feira, 12 de julho de 2011

No Sportv, Leandrinho esclarece o episódio da sua ausência

Depois de uma manhã turbulenta, com troca de farpas entre os dois lados sobre o episódio da dispensa, Leandrinho deu uma entrevista ao Sportv que, pelo menos para mim, acabou elucidando alguns pontos importantes.

Ele repetiu que está com um problema crônico no pulso (ficará em repouso absoluto até setembro, sem sequer bater bola) e que sofreu pressão da diretoria do Toronto Raptors. Até aí, nenhuma novidade.

No entanto, no penúltimo bloco do programa, acabou admitindo que esperou até o último momento (mais exatamente até 2 dias antes da data marcada para apresentação) para comunicar a sua ausência do Pré-Olímpico. Ou seja, a CBB já sabia, desde março, que era muito difícil contar com o atleta, mas ainda não tinha sido comunicada da ausência do jogador. E, cá entre nós, existe um abismo enorme separando o "dificilmente jogarei" do "não jogarei".

Dessa história toda, tiro duas conclusões:

1 - A CBB errou, e feio, ao não procurar o jogador durante todo o tempo em que ele ficou de férias no Rio de Janeiro para atualizar a situação. Nesse caso, volto a questionar, por que Vanderlei Mazzuchini, que está na CBB basicamente para isso, não entrou em contato com o atleta?

2 - Leandrinho também pisou na bola ao não definir sua posição com maior antecedência. Afinal, já que o problema é tão sério e que existe desde o início do ano, poderia ter confirmado a sua ausência assim que a convocação foi publicada, ou mesmo antes disso, evitando todo esse constrangimento. Pior, diante da repercussão negativa do aviso em cima da hora, passou a divulgar que já tinha comunicado Rubén Magnano e a CBB sobre a ausência em março (nesse ponto, volto a frisar, Leandrinho precisa urgentemente de alguém para assessorá-lo. Varejão precisou tomar a mesmíssima decisão do jogador do Toronto Raptors, mas não está sendo alvo de críticas, um bom exemplo de que uma boa assessoria de comunicação não apenas é útil, como necessária).

Enfim, tomara que todas as partes envolvidas aprendam lições com o episódio, e que a carreira de Leandrinho na seleção brasileira não seja afetada por toda essa trapalhada.

O fantástico caso de Leandrinho

Tenho evitado o assunto aqui no Giro no Aro, mas a coisa começou a ficar tão surreal, com novas notícias e declarações chegando a cada instante, que não dá para deixar de abordar esse imbróglio envolvendo Leandrinho e a seleção brasileira.

Para quem não está acompanhando, reproduzo alguns trechos de declarações veiculadas na mídia nos últimos meses:

Dia 26/04/2011 - Leandrinho declara ao GE.com "- Eu não posso garantir nada. Vai ter greve lá na NBA em junho e não se sabe quanto tempo vai durar. Muitos falam que vai até dezembro, e tem gente que diz que vai ser a temporada toda. Se tiver greve, não vou poder fazer a cirurgia. Mas sei que vou precisar ficar seis meses parado quando a fizer. Estou esperando para ver o que vai acontecer. Espero que tudo se resolva, e eu possa estar com a seleção. Mas, se não puder, eu também tenho que cuidar de mim".

Dia 12/06/2011 - Rubén Magnano em entrevista ao Giro no Aro, perguntando se algum jogador já havia pedido dispensa. "Felizmente, hoje, não devo falar isso. Felizmente. Agora, só saberemos isso ao certo, não apenas no dia da convocação, mas sim no dia 4 de julho, quando ocorrerá a apresentação da seleção. Aí realmente saberemos os jogadores que falarão sim e os jogadores que falarão não".

Dia 04/07/2011 - Nota oficial de Leandrinho no site da CBB, no dia da apresentação da seleção brasileira: "Agradeço a Confederação Brasileira de Basquete, mais uma vez, pela confiança e consideração de me convocar para jogar na Seleção Brasileir,a na Temporada 2011. Lamento informar que por causa de motivos particulares e pessoais, desta vez não vou poder atender a esta convocação. E sempre será, para mim, acima de tudo, motivo de orgulho e honra vestir a camisa da Seleção Brasileira. Agradeço mais uma vez a consideração e a confiança que esta instituição tem depositado em mim ao longo destes 10 ANOS de participação representando a Seleção Brasileira, e espero que a CBB possa entender.'

Dia 09/07/2011 - Declaração de Arthur Barbosa, irmão e empresário de Leandrinho, ao Blog Bala na Cesta: "Há mais de duas semanas o Leandrinho falou com a CBB, e eles sabiam que ele não participaria do Pré-Olímpico. Então, repito, não há nada de novo – inclusive ele iria se apresentar em São Paulo e já tinha até passagem de avião comprada pela própria Confederação, mas por determinação dela, Confederação, acharam melhor que o Leandro não se apresentasse. Mas, insisto, eles já estavam sabendo que ele não iria participar, e pediram que fosse enviado um e-mail pra justificar a não ida. E foi isso que foi feito na segunda-feira (4 de julho), mesmo não havendo respaldo da entidade para com o meu irmão (...) Provavelmente o Rubén ficou desolado, e é compreensível, mas, por favor, não vamos esquecer que este comunicado foi feito lá atrás, em março de 2011. Está havendo falta de comunicação entre a própria CBB".

Dia 12/07/2011 - Declaração de Leandrinho Barbosa ao site Lance: "Eu ia me apresentar. Mas, quando disse que ia, a CBB afirmou que era melhor eu não ir, pois seria um desgaste. Então, pediram para eu mandar e-mail, dizendo que estava com problemas pessoais e não poderia me apresentar. Foi isso o que aconteceu. A CBB sabia há meses, desde a época em que o Magnano me visitou nos Estados Unidos, o que acontecia. (...) Eu estava para vir para o Flamengo. Não vim, porque precisava de um tempo maior de descanso."

Bem, a coletânea de declarações, como se vê, deixa mais interrogações do que respostas. As principais:

1. Se Leandrinho de fato pediu dispensa categoricamente em março, por que continuava a declarar em diversos veículos de imprensa que havia uma chance de disputar o Pré-Olímpico?

2. Se Leandrinho de fato pediu dispensa categoricamente em março, por que Rubén Magnano afirmou em junho que nenhum jogador havia pedido dispensa da seleção?

3. Por que a CBB nunca se pronunciou sobre esse suposto pedido de dispensa feito em março?

4. Por que Leandrinho não inseriu em sua nota oficial de dispensa o fato de que aquela era apenas uma ratificação de uma posição já anunciada meses antes?

5. Como o jogador cogitou jogar no Flamengo, se teria recebido um veto do Toronto Raptors feito em março?

6. Por que razão a cirurgia no punho ainda não foi feita, já que o jogador está há meses sem atividade? Afinal, esta cirurgia ainda será feita? Quando?

Ora, que a CBB é uma entidade sem qualquer transparência, todos estamos cansados de saber. No entanto, já passou da hora de Leandrinho buscar uma assessoria de comunicação que garanta, ao menos, um mínimo de coerência em suas declarações. Tal como ocorreu no episódio da pelada em NY, Leandrinho não tem precisado da contribuição da CBB para se desgastar com o público. 

É bom que fique claro, há um bom tempo a falta de clareza nas declarações vem chateando mais os basqueteiros do que as ausências dos jogadores em si. Se Leandrinho tivesse pedido dispensa publicamente e oficialmente em março, dificilmente o tema estaria em pauta hoje.

Por fim, cabe questionar: O que diabos faz Vanderlei Mazzuchini na CBB? O ex-atleta da seleção brasileira, amicíssimo e ex-companheiro de Bauru de Leandrinho, foi contratado justamente para fazer a ponte entre os jogadores da seleção brasileira, comissão técnica e os dirigentes. Em 2009, conforme amplamente noticiado, Vanderlei bateu de frente com o técnico Moncho Monsalve, em plena conquista da Copa América. O fato acabou resultado na saída prematura do espanhol, que vinha fazendo um excelente trabalho na seleção brasileira. Agora, em 2011, se havia alguém que poderia e deveria ter evitado todo este mal estar, este alguém chama-se Vanderlei Mazzuchini.

Peter John Ramos preocupa Porto Rico

Apesar de o assunto estar sendo tratado com discrição, Peter John Ramos começa a virar motivo de preocupação para a seleção de Porto Rico, segundo sustenta o jornal local Primera Hora. O pivô estaria com uma hérnia na virilha que poderá deixá-lo de fora do Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

Ramos estaria atuando no sacrifício durante toda a temporada. Ele atualmente disputa as semifinais da liga de seu país pelo Quebradillas e se, ao fim da temporada, precisar de fato operar, ficará de molho por um período que varia de 3 a 6 semanas. Assim, o pivô corre o risco de perder praticamente toda a preparação para o torneio continental que começará no dia 30 de agosto.

No alto de seus 2,21 metros, Peter J. Ramos seria um desfalque literalmente gigantesco para os porto-riquenhos. Apesar de o seu estilo de jogo não ser considerado dos mais bonitos, o grandalhão costuma causar estragos nos garrafões adversários.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Seleção brasileira adulta


Como se sabe, a seleção brasileira masculina adulta já está treinando em São Paulo. Infelizmente, como moro no Rio de Janeiro e como o Guilherme acaba de se mudar de São Paulo, nesse ano não teremos cobertura "in loco" da equipe de Rubén Magnano.

No entanto, o amigo Rodrigo Alves está temporariamente em São Paulo, passando frio e "perrengues", para trazer ao público do Rebote/GE.com informações sobre a seleção que disputará o Pré-Olímpico de Mar Del Plata. De cara, o jornalista já colocou no ar uma ótima entrevista com Tiago Splitter, grande ídolo da seleção brasileira, e um resumo das primeiras impressões que ele teve no clube A Hebraica. Vale a pena conferir!

Por outro lado, o site oficial da CBB praticamente esconde a seleção brasileira adulta. Não há fotos e sequer foi feito um release sobre a apresentação. O máximo de informação disponível se refere aos pedidos de dispensa dos atletas. É muito pouco, ou quase nada, sobre uma equipe que desperta tanto interesse do público. A foto que ilustra este post, por exemplo, precisou ser "roubada" do ótimo site oficial do atleta Guilherme Giovannoni.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Argentina convoca seu "Dream Team"



O técnico Julio Lamas apresentou nesta quarta-feira a sua pré-convocação para o Torneio Pré-Olímpico de Mar Del Plata. Estão presentes dois jogadores ligados ao basquete brasileiro: Juan Pablo Figueroa, que acertou a sua renovação com o Pinheiros, e Federico Kammerichs, que já acertou verbalmente a sua transferência para o Flamengo.

Não há grandes surpresas, já que as voltas de Pepe Sanchez e de Oberto já tinham sido fartamente notícias pela imprensa. E a lista demonstra que a CABB está muito otimista em relação à participação dos jogadores da NBA, mesmo considerando a possibilidade do locaute. Afinal, há 4 atletas que atuam na liga estadunidense entre os 15 convocados, incluindo Luis Scola, cuja participação no Pré-Olímpico está ameaçada por uma grave lesão no joelho.

Baseado em declarações do próprio Julio Lamas, há um certo consenso na Argentina de que, exceto por problemas de lesão ou pedidos de dispensa, 9 jogadores já estariam garantidos em Mar Del Plata: Prigioni, Pepe Sanchez, Manu, Delfino, Jasen, Nocioni, Leo Gutierrez, Scola e Oberto. Assim, restariam apenas 3 vagas a serem disputadas por 6 jogadores, que seriam Figueroa, Quinteros, Mainoldi, Kammerichs, Juan Gutiérrez e Leiva.

Numa análise superficial e considerando a situação de momento, dá para dizer que Figueroa e Kammerichs têm boas perspectivas. Apesar de a posição de armador estar extremamente bem servida de veteranos com o campeão olímpico Pepe Sanchez e com Prigioni, Julio Lamas pode se interessar em levar um especialista em defesa, já que os principais adversários da Argentina possuem jogadores na posição capazes de causar estragos: Huertas (Brasil), Arroyo e Barea (Porto Rico). A briga de Kammerichs dependerá muito das condições físicas de Scola e Oberto, o que pode levar Lamas a convocar um número maior de jogadores para o garrafão.



Confira a lista completa abaixo:

Pablo Prigioni
Puesto: Base
Altura: 1,86
Fecha de nacimiento: 17/05/77
Lugar: Río Tercero, Córdoba
Ultimo club: Real Madrid (ACB, España)

Juan Ignacio Sánchez
Puesto: Base
Altura: 1,92
Fecha de nacimiento: 08/05/77
Lugar: Bahía Blanca, Buenos Aires
Ultimo club: Weber Bahía Estudiantes (Bahía Blanca)

Juan Pablo Figueroa
Puesto: Base
Altura: 1,83
Fecha de nacimiento: 13/03/86
Lugar: Córdoba
Ultimo club: Pinheiros (San Pablo, Brasil)

Emanuel David Ginóbili
Puesto: Escolta
Altura: 1,98
Fecha de nacimiento: 28/07/77
Lugar: Bahía Blanca, Buenos Aires
Ultimo club: San Antonio Spurs (NBA, Estados Unidos)

Carlos Francisco Delfino
Puesto: Escolta
Altura: 1,96
Fecha de nacimiento: 29/08/82
Lugar: Santa Fe
Ultimo club: Milwaukee Bucks (NBA, Estados Unidos)

Hernán Emilio Jasen
Puesto: Alero
Altura: 1,99
Fecha de nacimiento: 04/02/78
Lugar: Bahía Blanca, Buenos Aires
Ultimo club: Estudiantes (ACB, España)

Andrés Marcelo Nocioni
Puesto: Alero
Altura: 2,00
Fecha de nacimiento: 30/11/79
Lugar: Gálvez, Santa Fe
Ultimo club: Philadelphia 76ers (NBA, Estados Unidos)

Alfredo Paolo Quinteros
Puesto: Alero
Altura: 1,88
Fecha de nacimiento: 15/01/79
Lugar: Colón, Entre Ríos
Ultimo club: Zaragoza (ACB, España)

Leonardo Martín Gutiérrez
Puesto: Ala-pivote
Altura: 2,00
Fecha de nacimiento: 16/05/78
Lugar: Marcos Juárez, Córdoba
Ultimo club: Peñarol (Mar del Plata)

Luis Alberto Scola
Puesto: Ala-pivote
Altura: 2,07
Fecha de nacimiento: 30/04/80
Lugar: Ciudad de Buenos Aires
Ultimo club: Houston Rockets (NBA, Estados Unidos)

Leonardo Andrés Mainoldi
Puesto: Ala-pivote
Altura: 2,02
Fecha de nacimiento: 04/03/85
Lugar: Cañada de Gómez (Santa Fe)
Club: Fuenlabrada (ACB, España)

Guillermo Federico Kammerichs
Puesto: Ala-pivote
Altura: 2,04
Fecha de nacimiento: 21/06/80
Lugar: Goya, Corrientes
Ultimo club: Regatas (Corrientes)

Juan Pedro Gutiérrez
Puesto: Pivote
Altura: 2,05
Fecha de nacimiento: 10/10/83
Lugar: Nueve de Julio, Buenos Aires
Ultimo club: Obras Sanitarias (Capital Federal)

Fabricio Raúl Jesús Oberto
Puesto: Pivote
Altura: 2,07
Fecha de nacimiento: 21/03/75
Lugar: Las Varillas, Córdoba
Ultimo club: Portland Trail Blazers (NBA, Estados Unidos)

Martín Darío Leiva
Puesto: Pivote
Altura: 2,10
Fecha de nacimiento: 23/04/80
Lugar: Ciudad de Buenos Aires
Ultimo club: Peñarol (Mar del Plata)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Entrevista exclusiva com Leandro García Morales, o cestinha uruguaio


Para quem acompanha o basquete latinoamericano, Leandro García Morales, o LGM, dispensa apresentações (se você é um desavisado, clique aqui). Dono de uma das mãos mais certeiras do continente, o ala que faz 31 anos na semana que vem, é presença constante nas fases decisivas das principais competições do continente. Sua maior façanha foi o título sulamericano pelo Biguá, em 2008, quando foi cestinha e MVP da competição.

Quem nos acompanha desde os tempos de Draft Brasil, muito influenciados por indicações de nosso camarada Raoni Moretto, sabe da admiração que temos por esse exuberante jogador. Dono de um arsenal ofensivo praticamente completo, seu estilo e nível de jogo se equiparam ao de Marcelinho Machado, ala do Flamengo, mais potente cestinha do basquete latino.

Não por acaso, Leandro é um dos mais bem pagos atletas da América Latina. No momento, atua pelo Cocodrilos da Venezuela na fase de playoffs, mas tem contrato com o Halcones Xalapas no México (algo que costuma ser comum no basquete desses países). Na noite de ontem, foi responsável por 16 pontos na partida em que o time de Caracas abriu 2-0 contra o Trotamundos na semifinal do campeonato venezuelano.

Leandro foi o primeiro entrevistado do Giro no Aro. No entanto, como o site ainda estava bem no começo, guardamos sua entrevista para um momento em que tivéssemos mais leitores. Por isso, algumas respostas podem não ser exatamente quentes (ou podem até estar desatualizadas) e, além disso, alguns temas que hoje seriam mais importantes, na época foram tratados com menos relevo.

No entanto, pela simpatia e o caráter solícito de Leandro, pela sua qualidade de jogo e aproveitando a confirmação de sua presença na seleção uruguaia que disputará o Pré-Olímpico de Mar del Plata logo mais (a convocação saiu ontem), julgamos agora, com mais tempo de Giro no Aro e perto da primeira centena de visualizações, um momento adequado para dar palavra a esse grande jogador. Nos desculpamos de qualquer imprevisto que possa ter mudado as respostas da entrevista feita em meados de abril.

Primeiramente, gostaria de saber se você continua no Halcones...

Tenho mais um ano de contrato com o Halcones de Xalapa e não temos falando em terminá-lo. Meu contrato é garantido e por ora, não tenho intenção de deixar a equipe. Não sei se Halcones me tem em seus planos para o ano que vem. Tenho entendido que sim.

Como você tem visto o mercado brasileiro nesses últimos anos? Acha que podemos acompanhar as melhores ligadas da América Latina?

Sim, sem dúvidas. O basquete brasileiro é dos melhores do continente e agora que fizeram a liga nacional, estou seguro que vá crescer ainda mais. O jogador brasileiro tem um talento enorme, agora falta que os treinadores e os dirigentes desenvolvam melhor todo esse talento que têm. Creio que já é uma das melhores ligas da América Latina.


Vamos falar um pouco de sua carreira. Você começou como um Aggie, não é? Pouca gente sabe disso. Como foi jogar a Big 12? No que isso te ajudou a ser o scorer que é hoje?

Fui aos EUA com 17 anos a uma High School e depois fui a Texas A&M. Creio que sim, me ajudou muito jogar nos EUA porque lá se dá muita importância à técnica individual e ao jogo um contra um.

Logo no começo da carreira você também passou pelo basquete italiano. Por que não continuou jogando por lá?

Quando saí da universidade fui à Itália dois anos, mas logo minha mulher ficou grávida e então voltei ao Uruguai para que minha filha nascesse no Uruguai. Logo quando iria voltar à Europa, minha equipe no Uruguai me fez um contrato muito bom e fiquei dois anos (Biguá). Desde então, o Halcones de Xalapa e o Cocodrilos de Caracas me fazem contratos muito grandes e por isso não voltei à Europa. Tenho ofertas da Europa, mas com a crise econômica as ofertas não são muito boas.

Ainda sobre a Europa. Como tem visto o momento de Esteban Batista? Ele teve certas dificuldades na Rússia, voltou para a América do Sul e agora faz ótima temporada, sendo inclusive contratado pelo atual campeão espanhol.

Sim, Esteban está fazendo uma carreira muito linda. Começou muito bem o ano com o Fuenlabrada e agora fechou um contrato de 3 anos com o Caja Laboral. Tem potencial para ser um dos melhores pivôs da Europa. Tomara que aproveite essa oportunidade.

Você e ele, talvez ao lado de Osimani, são os principais nomes da celeste para os próximos anos. Recentemente vocês tiveram alguns problemas com a confederação e inclusive um princípio de greve. As coisas mudaram? Como está a organização do basquete uruguaio hoje?

Pois é. Ainda não se solucionou nada, só há palavras por parte da confederação que as coisas vão mudar, mas ainda não mudou nada (a entrevista foi feita em meados de abril). Espero que não deixem tudo para o último momento, porque vem pela frente um torneio muito duro e para ele necessitamos estarmos muito bem preparados para ter uma boa atuação. Sabemos que classificar é quase impossível, mas devemos enfrentar o torneio com seriedade e trabalho como no último sulamericano.

Como você espera essa competição? O Brasil deve ter desfalque de Anderson Varejão. Leandrinho e Nenê ainda são dúvidas. Além da Argentina, que é favorita óbvia, como você as principais forças de Mar del Plata?

Creio que a Argentina é o candidato, e depois Brasil e Porto Rico estão um nível acima de todos outros. Depois está Canadá, Rep. Dominicana, Uruguai e Venezuela que dependem de como chegam ao torneio para ver se têm alguma chance. Vai ser um torneio muito duro, mas há muito tempo sempre decidem as mesmas equipes.

Quem são os melhores jogadores atuando hoje na América Latina na sua opinião? E no mundo?

Muitos me ocorrem. Mas uma boa equipe seria: Osimani, Alex, Guilherme Giovannoni, Diego Logripo e Jack Martinez. Mas existem muitos outros jogadores. No mundo há muitíssimos, mas para falarei de jogadores como Kobe Bryant (o melhor), Manu Ginóbili, Juan Carlos Navarro, Milos Teodosic, entre tantos outros. Podemos nomear centenas de jogadores de todo o mundo.

É um grande time... Quem seria o treinador?

Aqui na América Latina eu gosto muito de Nestor García, Rubén Magnano e Julio Llamas. Na Europa, Ivanovic ou Messina. Na NBA, Phil Jackson ou Poppovich.

No último Mundial de Futebol, o Uruguai voltou aos holofotes do mundo com uma competição magnífica na África do Sul. E ainda gostaria de saber se pensa que de alguma maneira o bom momento no futebol (que também voltará as Olimpíadas em 2012) pode chegar aos outros esportes, como no caso do basquete.

Esse mundial que passou foi para todos os uruguaios um momento mágico e dos que não se acontecem muitas vezes na vida. No futebol se vem fazendo um bom trabalho, sobretudo nas divisões juvenis, creio que é aí onde o basquete necessita muitíssimo ainda. Há um ivro de El Tato Lopez (o melhor jogador de basquete da história do Uruguai) que recomendo para entender esse processo que se deu com o futebol e porque Uruguai terminou em quarto. O livro se chama "a festa inesquecível".

Leandro, queria saber por fim, quem é Leandro García Morales fora das quadras...

Sou muito tranquilo, agora tenho dedicado todo o tempo que posso a minha filha que tem 3 anos e quando estou jogando é bem difícil dedicar tempo a ela. Quando estou no Uruguai aproveito para ver minha família e amigos que durante o ano é bem difícil.

Agradeço Leandro, desde já, a atenção e o tempo. Foi uma das melhores entrevistas que já fiz.

Valeu! Quando sair, me passa o site para eu ver a entrevista!

domingo, 12 de junho de 2011

Giro no Aro entrevista o técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano

Na última sexta-feira, o Giro no Aro teve o prazer de entrevistar, ou melhor, de bater um longo papo com o Rubén Magnano. Este é um importante período de transição para o técnico da seleção brasileira. Afinal, a partir de agora, o foco principal de Magnano muda de São Sebastião do Paraíso, onde supervisionou voluntariamente a seleção de desenvolvimento, para Mar del Plata, onde a seleção brasileira brigará por uma vaga nas Olimpíadas de Londres.

Foram quase 30 minutos de conversa com o campeão olímpico que, além da entrevista, demonstrou estar preocupado com os transtornos causados pelo vulcão chileno na Argentina, inclusive na sua cidade natal, Córdoba, e afirmou ter sido surpreendido pelo forte frio em São Sebastião do Paraíso. No quesito basquete, abordamos com Magnano temas como seleção de desenvolvimento, o estágio atual da modalidade no Brasil e o Pré-Olímpico que se aproxima.

O vitorioso técnico fez questão de ressaltar que, apesar da evolução nos últimos anos, ainda falta mais competições no país e que as instituições do basquete precisam voltar a ser prestigiadas para que o esporte seja massificado em todas as regiões. Magnano afirmou que anunciará a convocação da seleção brasileira na próxima sexta-feira (a apresentação ocorrerá no dia 4 de julho), e que a experiência será um fator fundamental no torneio de Mar del Plata. O técnico afirmou, ainda, que estará no comando da seleção brasileira que disputará os Jogos Pan-Americanos em outubro e que, para esta ocasião, será montado um elenco misto, com muitos jovens.

A entrevista foi transcrita logo abaixo, mas também é disponibilizada para os nossos leitores, na íntegra, em áudio. 



A classificação da seleção brasileira para o Mundial Sub19 e o projeto para as Olimpíadas 2016 praticamente fizeram nascer o projeto permanente em São Sebastião do Paraíso. Depois de meses de trabalho com essa geração, o que podemos esperar dos garotos na Letônia?

Bem, para falar a verdade, nós vamos descobrir como está o nosso nível de jogo agora, quando começarmos a disputar jogos internacionais, tanto os amistosos de agora, quanto os jogos oficiais do Mundial. Nós temos uma carência de competições e só quando vamos a uma competição como Mundial sabemos em que nível estamos. Estes garotos foram vice-campeões da Copa América, perdendo para os EUA por um pouquinho, certo? Mas devemos entender que a competição americana não está no mesmo nível da competição européia. Lá se tem um jogo muito mais físico, muito mais forte e creio que será um exame muito importante para o nosso basquete. Para falar a verdade, quando a competição estiver acontecendo é que saberemos realmente qual é o nosso nível. Eu acredito que a equipe se preparou para competir bem e dar o máximo em cada um dos jogos e com o maior dos otimismos vamos à Letônia. Ainda vamos saber o que nós encontraremos lá. Nós vimos vídeos, jogos dos adversários, mas precisamos da competição para saber em que nível estamos.


Você se mudou para São Sebastião do Paraíso para acompanhar de perto a seleção de desenvolvimento. Qual foi o seu papel no processo? Quais foram as suas maiores preocupações? Passar orientações técnicas ou táticas para a garotada?

Eu tomei a decisão de morar aqui por uma decisão pessoal. A CBB não falou nada comigo sobre o assunto. Mas eu acho que é muito importante ficar por perto, próximo aos treinadores e sobretudo dos meninos, para aconselhar alguma coisa, falar de outra coisa, olhar os futuros jogadores. Acredito que foi muito conveniente, até para conversar com os treinadores que vieram a São Sebastião do Paraíso visitar-nos. Inclusive, tivemos treinadores de outros países que nos visitaram, interessados em conhecer o projeto, uma coisa muito linda. Mas não é que eu tenha vindo a São Sebastião do Paraíso para falar de assuntos técnicos ou táticos somente. Estamos falando de tudo sobre basquete, todo dia vendo, falando e ouvindo sobre basquete. O nosso foco diário praticamente total é o basquete. E isso certamente será uma coisa boa para o futuro.

Nesse papel de observador, qual é o estilo de jogo que podemos esperar dessas seleções mais jovens que estão sendo formadas em São Sebastião do Paraíso? 

Bem, a minha ideia de jogo é, respeitando a idade desses garotos, transmitir o conhecimento de jogo, tomando um pouco como espelho a seleção adulta. Tratar de ter uma identidade defensiva bastante agressiva e dura, como se joga internacionalmente. E, depois, trabalhar muito as questões de técnica individual e de táticas, coletivas e individuais, para melhorar nossa utilização dos espaços e o tempo de execução. Sobre isso falamos praticamente o dia inteiro.


É lógico que esse é apenas um início de processo, mas quando os garotos começaram a chegar, qual foi a sua primeira reação? “Meu Deus, teremos muito trabalho pela frente”? Ou você teve uma boa primeira impressão?

Eu acredito que temos um trabalho por fazer muito importante. Nós precisamos...bem, há algum tempo atrás, quando eu tive a oportunidade de viajar pelo Brasil e acompanhar as competições...há uma coisa que eu vou dizer, que acredito ser muito mais importante do que esse projeto: tratar de recuperar as instituições que jogam basquete. Fazer um trabalho para que essas instituições recebam novamente as crianças, os garotos, para praticar basquete. Isso nos possibilitará ter uma base muito ampla de garotos que jogam basquete e sem dúvidas fazer seleções de muito mais qualidade. Afinal, é uma questão, como costumo dizer, matemática: um maior número de atletas é uma maior possibilidade de haver talento dentro deste grupo. Na seleção de desenvolvimento que temos aqui, você sabe que há uma mistura de idades, e desse grupo, acredito, ficaram cinco meninos dentro da seleção Sub19 que foi ao Mundial. Para a seleção Sub17, acredito que vários meninos pertencentes ao projeto serão convocados, e acredito que ocorrerá o mesmo na seleção Sub16. Ou seja, é um passo muito importante o que estamos dando, mas sem dúvidas temos muito no que trabalhar ainda. Eu acredito que o Ministério dos Esportes, e as pessoas do meio esportivo do Brasil entendem que esse tipo de projeto de desenvolvimento em diferentes idades é muito importante. E se conseguíssemos incluir diferentes regiões do país seria um passo muito importante para o basquete, ou melhor, não apenas para o basquete, mas para todo o esporte do Brasil.

Durante a temporada, o pessoal da mídia especializada costumava brincar, dizendo que você era onipresente, estava em todos os cantos onde houvesse uma bola laranja quicando. Qual foi o seu método para observar os jogadores?

Agora, felizmente, temos toda a informática, que permite ter praticamente toda informação a qualquer distância, em qualquer lugar do mundo. Ou seja, um material que eu solicite de um jogo Sub16 ou um jogo da NBB, ou um jogo da Espanha, ou um jogo da NBA, eu consigo automaticamente. Ou seja, não é um problema de olhar os jogadores. O que eu queria, quando estive presente, como você diz, onde havia uma bola laranja, era poder falar e também ter a oportunidade de ver algo do Brasil, que é MUITO grande, para ter uma ideia das coisas que estão acontecendo. Bem, e se é certo que eu não percorri todo o Brasil, posso dizer que percorri bastante, vendo diversas competições. E, agora, tenho mais ou menos um panorama, e digo mais ou menos porque tudo é impossível, do que possa estar acontecendo aqui.


Ao mesmo tempo que tem sido formadas novas gerações nestes projetos, uma coisa preocupa: a falta de jovens nos times profissionais brasileiros. Apenas Benite e Douglas Nunes aparecem como grandes novidades nesta última da temporada do NBB. Isso te preocupa?

Olha, temos diversos jogadores da seleção Sub19 que disputaram a última edição da liga. Temos o Arthur e o Erik, que jogaram muito tempo pelo Paulistano. Temos, por exemplo, o Raulzinho...bem, você conhece, que jogou tanto tempo no Minas, mas acredito que a liga ainda está muito preocupada com isto e vai fazer, pelo que Kouros conversou comigo, o torneio Sub20 para dar competição aos garotos dessa idade. Quando eu te falo que precisamos de instituições em que se pratique basquete é justamente por isso. Para criar um número maior de jogos, para que os garotos joguem mais vezes por ano. Mas, para isso, precisamos dessas instituições, para incrementar o número de competições. Não há como falar que este atual é o número exato de jogos que precisamos, mas devemos dizer que é preciso que esses garotos joguem 40, 45, 50 jogos por ano. Só assim vamos ver uma maior quantidade de talentos aparecendo. É certo o que você fala, eu fico um pouco preocupado, mas devemos trabalhar para isso, devemos trabalhar quais seriam as soluções para o problema e...temos que continuar trabalhando, não há outro jeito.

Bem, continuando no tema NBB, ao contrário do ano anterior, em que o senhor até comentou como foi muito diferente ver dois times jogando uma final de campeonato usando a defesa zona por tanto tempo, tivemos uma final de campeonato NBB esse ano com mais opções táticas, times mais coletivos e menos limitados ofensivamente. O senhor gostou mais das equipes este ano?

Sem dúvidas, a liga crescerá ano a ano. Essa palavra competição, que eu tanto falo, não deve ser limitada apenas aos garotos, mas deve incluir também os adultos profissionais. Com mais competição, iremos assistir a uma qualidade de jogo melhor. Quando se cria um clima de competição, todos tendem a melhorar. Os dirigentes melhoram, os treinadores melhoram, os jogadores melhoram, os árbitros são obrigados a melhorar...a competição nos obriga a melhorar. E isso nós veremos no ano que vem, a liga melhorará e assim sucessivamente. É como uma criança que cresce a cada ano. Então, nós vamos assistir a jogos cada vez melhores.

Por falar nos adultos, aproxima-se a data da convocação para o Torneio Pré-Olímpico. Julio Lamas já declarou que a seleção argentina para Mar Del Plata já está praticamente definida. Você já tem a seleção na cabeça? Caso positivo, qual perfil podemos esperar dela? Jogadores mais experientes? Jogadores mais jovens?

Primeiramente, eu sinceramente não sei como se pode falar em seleção definida, quando se falta solucionar o tema da greve da NBA. Não sabemos o que vai acontecer com os jogadores em relação a isso. A partir daí, seguramente o panorama será muito mais claro. Minha ideia é fazer a convocação e, a partir daí, ficar com os 12 jogadores mais produtivos e mais eficazes desta convocação.


Além do aspecto da greve, há indefinições na seleção brasileira por outros motivos. Já há ausências confirmadas na seleção? De quem?

Não, não. Veja, eu tenho o costume de fazer uma convocação na data marcada para tal, para todo o mundo, sem falar de nomes antes. Seguramente, você já tem na sua cabeça nomes que julga certos, que é capaz que sejam, ou não. Mas, inclusive por uma questão de respeito a toda a mídia brasileira, a convocação será feita no próximo dia 17, se nada de errado ocorrer. A CBB fará um comunicado com todos os nomes da convocação neste dia.

É lógico! Mas a minha questão é, sem precisar citar nomes, já houve quem ligasse para o senhor e falasse “olha, infelizmente, neste ano não vai dar?”

Felizmente, hoje, não devo falar isso. Felizmente. Agora, só saberemos isso ao certo, não apenas no dia da convocação, mas sim no dia 4 de julho, quando ocorrerá a apresentação da seleção. Aí realmente saberemos os jogadores que falarão sim e os jogadores que falarão não.

Espera-se um cenário completamente hostil para a seleção brasileira em Mar del Plata, principalmente num eventual confronto decisivo contra a Argentina. A idade pode ser um fator decisivo nesse torneio?

Sem dúvida. A experiência tem um peso muito importante. A experiência não é algo que se ganha de um dia para o outro. São anos de jogos, anos de batalhas e horas de treinamentos. A experiência tem um valor que pesa. Mas nós temos um pessoal jovem que já tem anos de basquete. Acontece muito de olharmos um jovem jogar e pensarmos tratar-se de um veterano, quando não é. Ou jogadores que fisicamente, dependendo de como foi a sua carreira no basquete, de como se cuidou, poder ficar jogando por uma grande quantidade de anos. De fato a experiência é um fator muito importante, mais até do que a idade.


O posto de capitão da seleção brasileira costumava pertencer aos jogadores mais velhos, como Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni e Alex Garcia. Você surpreendeu ao escolher Marcelo Huertas como seu capitão e ele acabou fazendo um Mundial espetacular, coincidência ou não. O que motivou essa sua decisão?

Pessoalmente, eu aprendi a conheci esse grupo logo antes ao Mundial da Turquia, que foi a primeira competição que eu tive. Eu sabia de algumas pessoas que haviam sido capitães da equipe mas achei conveniente a partir do que vi nele. Também te ajuda muito, pra ser capitão,a posição que você joga. A posição em que ele joga também foi um fator muito determinante, pois geralmente o treinador costuma ter muita comunicação com o condutor de sua equipe. Mas aliado a isso, tem a forma dele comunicar-se, o que também influiu na escolha para ser o capitão da equipe.

Ainda neste ano, teremos os Jogos Pan-Americanos. Já está definido o perfil da seleção que defenderá o Brasil no México? Você estará no comando desta seleção?

Sim, estarei no comando da seleção. Já o próprio regulamento impõe a obrigação de levarmos gente nova. E eu gosto dessa ideia. São 3 jogadores Sub19 que necessariamente devem estar dentro do grupo dos 12 atletas. Assim, minha ideia basicamente é fazer uma mistura com os jogadores jovens com outros com um pouco mais de experiência para poder jogar o Pan-Americano.


Fotos: CBB.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Complicou ainda mais

Segundo o Olé, os boatos que repercutiam nos bastidores da seleção da Argentina devem mesmo se confirmar e Pepe Sánchez voltará à seleção no Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

Havia um clima de fofoca, pois o técnico Julio Lamas e Pepe Sánchez discutiram asperamente há alguns meses numa partida da liga argentina. Contudo, Lamas já vinha mandando indiretas para o armador de 34 anos, que se aposentou da seleção há 5, e agora o veterano parece inclinado a voltar.

O reforço é essencial para a seleção da Argentina, a uma porque se trata da posição mais carente no país, já que o também veterano Pablo Prigioni é o único grande armador atualmente, a duas, porque Sánchez é mais um grande jogador que não dependerá do imbróglio da greve da NBA. Por fim, não custa lembrar que estamos falando de um dos maiores armadores da história do basquete. Quem acompanhou o Mundial de 2002 e os Jogos Olímpicos de Atenas sabe que Pepe Sánchez foi quase tão importante quanto Manu Ginobili e Luis Scola naquelas campanhas.

Pepe Sánchez defende a equipe Weber Bahía e vem de ótima temporada, com média de 6,9 assistências por partida, e já deve entar no rol dos pré-selecionados da Argentina. Boa notícia para quem curte um bom basquete, nem tanto para os adversários dos anfitriões.