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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Triste para o Larry, péssimo para a seleção

Ontem, saiu a notícia de que Larry Taylor não poderá participar do Pré-Olímpico, pois o Ministério da Justiça não conseguiria completar o processo de naturalização a tempo.

Curiosamente, poucas horas depois, a imprensa espanhola divulgava que Serge Ibaka acaba de se tornar espanhol e poderá disputar o Pré-Olímpico europeu. 

Existem uma grande diferença entre os processos de naturalização de Serge Ibaka e de Larry Taylor. O pedido de naturalização de Larry Taylor só é possível porque, no início do ano, ele completou, em tese, os requisitos previstos na Constituição e no Estatuto do Estrangeiro. Já Ibaka, como não preenchia os requisitos da lei espanhola (jogou 3 anos na Espanha, mas se mudou para os EUA em 2009, antes do requerimento), naturalizou-se através de decreto real, um ato discricionário previsto para "hipóteses excepcionais".

Nesse ponto, volto a afirmar, os requisitos de naturalização previstos no Brasil são dos mais rígidos do planeta e, até por isso, não há qualquer cabimento discriminar brasileiro nato de brasileiro naturalizado. Nada contra a rigidez do nosso sistema jurídico e, nesse caso, acho que nós estamos mais certos do que os espanhóis. O lamentável, entretanto, é saber que o sujeito depois de (supostamente) reunir todas as condições legais ainda fique preso na máquina burocrática brasileira.

Fico realmente triste pelo Larry Taylor, a quem já considero brasileiro. Trata-se de uma pessoa de personalidade cativante e que vinha demonstrando grande entusiasmo em servir a seleção brasileira. Mesmo sem condições de jogo, pretende seguir treinando com o grupo apenas para ajudar, o que é um belo gesto.

Para a seleção brasileira, trata-se de um grande desfalque. Com Larry Taylor, parecia solucionado o problema da reserva de Marcelinho Huertas. Agora, para enfrentar duplas como Arroyo/Barea e Prigioni/Sanchez, o Brasil terá que despejar minutos em Nezinho, Vitor Benite e/ou Raulzinho.

Nezinho, obviamente, larga na frente na luta pelo posto de principal armador reserva, mas é um jogador inconsistente. Ainda por cima, é possível que se desligue da seleção por alguns dias para disputar os Jogos Mundiais Militares, correndo risco de lesão. Vitor Benite teve uma ótima temporada no NBB, mas jogando quase que integralmente na posição de ala. Raulzinho é uma das maiores promessas do basquete brasileiro, mas ainda é muito inexperiente para uma competição como a que se aproxima.

Assim, é bem possível que Huertas seja novamente sobrecarregado durante a competição, o que definitivamente não seria bom para as pretensões brasileiras no Pré-Olímpico.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Seleção se apresenta em São Paulo


"Agradeço a Confederação Brasileira de Basquete, mais uma vez, pela confiança e consideração de me convocar para jogar na Seleção Brasileir,a na Temporada 2011.

Lamento informar que por causa de motivos particulares e pessoais, desta vez não vou poder atender a esta convocação . E sempre será, para mim, acima de tudo, motivo de orgulho e honra vestir a camisa da Seleção Brasileira. 

Agradeço mais uma vez a consideração e a confiança que esta instituição tem depositado em mim ao longo destes 10 ANOS de participação representando a Seleção Brasileira, e espero que a CBB possa entender".

Segundo o GE.com, a mensagem acima, reproduzida no site da CBB, foi enviada por email por Leandrinho à entidade máxima do basquete brasileiro quando faltavam apenas 30 minutos para a apresentação da seleção. A mensagem contrasta com a bonita foto tirada por João Gabriel (GE.com) de alguns dos jogadores que se apresentaram.

Bem, Nenê (dispensa) e Leandrinho (dispensa) são as únicas ausências confirmadas no Pré-Olímpico de Mar Del Plata. Anderson Varejão se apresentou, mas dificilmente terá condições de jogo por conta da lesão que o fez perder a maior parte da última temporada na NBA.

Assim, o grupo que treinará em São Paulo conta com 16 jogadores em condições de jogo (Raulzinho se apresentará após o Mundial Sub19). Este é o número médio de atletas das convocações das outras seleções, ou seja, Magnano chamou 20 jogadores já prevendo a perda de alguns. Por isso, acredito que dificilmente outros jogadores serão convocados, ao menos por ora.

Hoje, tivemos a confirmação de que o processo de naturalização de Larry Taylor foi encaminhado para o Ministério de Justiça. Se a documentação do jogador comprovar que ele atende os requisitos exigidos na lei, dificilmente não terá condições de servir a seleção a tempo.

Confira abaixo a lista dos jogadores que lutarão por 12 vagas no Pré-Olímpico em Mar Del Plata:

Marcelo Huertas – Armador – 28 anos – 1,90m – Baskonia Caja Laboral (ESP) – SP
Welington Reginaldo dos Santos – Armador – 30 anos – 1,85m – Uniceub/BRB/Brasília (DF) – SP
Raul Togni Neto* – Armador – 19 anos – 1,80m – Minas T.C. (MG) – MG
Larry James Taylor Jr** – Armador – 29 anos – 1,86m – Bauru Basketball (SP) – EUA
Vitor Alves Benite – Ala/armador – 21 anos – 1,90m – Franca Basquetebol (SP) – SP
Marcelo Magalhães Machado – Ala/armador – 36 anos – 2,00m – CR Flamengo (RJ) – RJ
Alex Ribeiro Garcia – Ala – 31 anos – 1,91m - Uniceub/BRB/Brasília (DF) – SP
Arthur Luiz Belchor Silva – Ala – 28 anos – 2,00m - Uniceub/BRB/Brasília (DF) – DF
Diego Pinheiro da Silva – Ala – 31 anos – 1,95m – Winner Limeira (SP) – GO
Marcus Vinicius Vieira de Sousa – Ala – 27 anos – 2,07m – Pinheiros (SP) – RJ
Augusto Cesar Lima – Ala/pivô – 19 anos – 2,07m – Unicaja (ESP) – RJ 
Douglas Angelo Nunes – Ala/pivô – 24 anos – Bauru Basketball (SP) – MG
Guilherme Giovannoni – Ala/pivô – 31 anos – 2,04m – Uniceub/BRB/Brasília (DF) – SP
Anderson França Varejão*** – Pivô – 28 anos – 2,11m – Cleveland Cavaliers (EUA) – ES
Caio Aparecido da Silveira Torres – Pivô – 24 anos – 2,11m – Vivemenorca (ESP) – SP
Paulo Sérgio Prestes - Pivô - 23 anos - 2,10m - CB Murcia (ESP)- SP
Rafael Hettsheimeir – Pivô – 25 anos – 2,08m – CAI Zaragoza (ESP) – SP
Tiago Splitter – Pivô – 26 anos 2,11m – San Antonio Spurs (EUA) – SC

*Está disputando o Mundial Sub19 na Letônia.
**Aguarda finalização do processo de naturalização.
***Está lesionado e provavelmente não terá condições de jogo.

sábado, 25 de junho de 2011

CNIG concede visto permanente a Larry Taylor


Nesta última sexta-feira, foi dado um importante passo no processo de naturalização de Larry Taylor, que foi convocado para a seleção brasileira masculina adulta. De acordo com o site do Conselho Nacional de Imigração, o pedido de visto de permanência do jogador foi aprovado.

O pedido foi protocolado pela CBB junto ao CNIG no dia 27 de maio de 2011, mas o procedimento foi atrasado pela exigência de complementação de documentos. Ontem, por coincidência, o visto de Larry Taylor foi aprovado na mesma sessão em que foi concedido o polêmico visto de permanência ao italiano Cesare Battisti.

Com o visto de permanência, Larry Taylor, ao menos em tese, preencheria o último dos requisitos  previstos no art. 112 do Estatuto do Estrangeiro (combinado com art. 113, IV e parágrafo único) para a naturalização. A próxima etapa, segundo o site do Ministério da Justiça, seria protocolar o requerimento no Departamento da Polícia Federal de Bauru, quando Larry Taylor deverá demonstrar que sabe ler e escrever em português. Depois, o procedimento é encaminhado à Divisão de Nacionalidade e Naturalização do Ministério de Justiça, que decide se concede ou não a naturalização.

Concedida a naturalização pelo governo brasileiro, segundo o Livro 3 dos Regulamentos da FIBA, a CBB deve encaminhar uma declaração de Larry Taylor à FIBA manifestando o seu interesse de jogar pela seleção brasileira, considerando a situação de dupla nacionalidade.

Por fim, vale lembrar aqui o artigo 21 do regulamento mencionado acima, que estabelece que, em competição organizada pela FIBA, uma seleção nacional só pode contar com um único atleta naturalizado. Assim, por exemplo, caso Shamell já ostentasse a condição de brasileiro naturalizado, ele até poderia ser convocado para a seleção juntamente com Larry Taylor. Contudo, apenas um desses poderia figurar no elenco final para participação do Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

Fica o registro de que o Giro no Aro, sem sucesso, tentou entrar em contato com a CBB na última semana, a fim de confirmar se o procedimento citado acima é o que será percorrido por Larry Taylor, e se a FIBA possui algum dispositivo específico que autorize provisoriamente o atleta a participar de uma competição oficial durante o trâmite do processo de naturalização.

sábado, 18 de junho de 2011

Entrevista exclusiva com o quase brasileiro Larry Taylor


Desde que saiu a convocação para a seleção brasileira de ontem, um nome em particular causou comoção e grande debate: Larry Taylor. Muito se discutiu sobre sua presença, sobre o que ele pode ajudar, sobre sua brasilidade. No entanto, desde ontem, ninguém conseguiu ouvir Larry.


Dos EUA, Larry trocou rápidas palavras com o Giro, sobre a novidade. Como foi uma entrevista escrita, sugeri a Larry que escrevesse em inglês para sua maior comodidade. O armador da seleção foi certeiro: "Pode ser em português, sou quase brasileiro agora né?".

Então quer dizer que agora você é nosso representante?

Agora sim! Estou muito feliz!

Você já esperava a convocação?

Sim, eu já tinha conversado sobre isso e eles me falaram que talvez fosse convidado esse ano. Estou muito feliz pelo convite, muito mesmo.

Fiquei sabendo que você disse, quando recebeu a convocação, que se sentia orgulhoso, excitado e preparado para a missão. Como seus amigos e familiares receberam a notícia?

Eles gostaram, estão orgulhosos de mim. E alguns não entenderam que eu vou ser brasileiro e americano hahaha.

Você chegou a ver a lista completa?

Sim, eu vi todos jogadores que estão na lista. Eu tenho muito respeito com todos eles. É uma grande honra para mim estar junto com eles, na mesma quadra.


Muitos brasileiros não gostam da idéia de estrangeiros na seleção. Primeiro Magnano teve que lidar com isso. Agora vai ser sua vez. Está preparado para isso?

Eu sei que muitas pessoas não vão gostar disso, mas para mim é uma ótima oportunidade. Eu não posso deixar todo mundo feliz. No entanto, vou fazer meu máximo para tentar representar o país Brasil da melhor forma possível. Eu gosto das pessoas do Brasil, elas sempre me trataram super bem. Eu estou muito feliz no Brasil e tenho vontade de jogar pela seleção. Sempre foi um sonho meu jogar uma Olimpíada e agora tenho a oportunidade.

E as coisas brasileiras, música, cultura em geral, o que você gosta?

Olha, gosto muito de churrasco daí. Amo picanha! Meu time de futebol é o Corinthians, e música, eu gosto de funk e pagode.

Só falta casar com uma brasileira então!

hahahahaa, melhor deixar quieto esse assunto...

Você está em Chicago? Quando volta?

Estou sim, volto no dia 30 mais ou menos. Ainda não comprei passagem.

Por fim, gostaria que mandasse uma mensagem para todos os torcedores da seleção brasileira, que torcerão muito no Pré-Olímpico.

Primeiro queria agradecer todo Brasil. Eu tô junto com vocês e quero ajudar o time da seleção voltar para as Olimpíadas. É uma honra para mim ser convidado. Eu vou fazer o máximo e representar o Brasil muito bem. Tamo junto!



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Show de Larry

Apesar de ser a série com resultado mais previsível na fase de resgate dos playoffs do NBB 3, a transmissão de Bauru x Paulistano era uma das que eu mais aguardava. A uma, porque há muitos jogadores jovens em ambas as equipes, a duas porque é sempre bom ver Larry Taylor jogar.

E, enquanto o Bauru derrotou o time da capital com tranquilidade (90 x 69), abrindo 2 x 0 na série, não me decepcionei em frente à TV. Douglas Nunes mostrou porque é considerado a maior revelação da temporada, com 24 pontos (obtidos das mais diferentes formas), 7 rebotes e 2 tocos, apesar de ainda pecar na defesa 1 x 1. Do lado do Paulistano, além das atuações sólidas de Betinho e Pedro, há que se destacar a atuação de dois dos pivôs da seleção Sub19, Arthur e Erick. Apesar de ainda cometerem muitas faltas bobas, os dois conseguiram superar um dos melhores pivôs do NBB, o norte-americano Jeff Agba. Além dos dois, tive uma bom impressão do jogador Thiago, que eu não conhecia.

Mas quem realmente comandou o show foi Larry Taylor. O armador fez de tudo, fintas, bandejas sensacionais, cravadas, passes mágicos e até falou um bom português. Foram 33 pontos e 6 assistências que deixaram a jovem equipe do Paulistano sem qualquer resposta.