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sábado, 9 de julho de 2011

Sub19 derrota a Letônia e termina Mundial na 9a colocação

Neste sábado, a seleção brasileira sub19 encerrou a sua participação no Mundial 2011. A equipe derrotou os anfitriões na disputa pela 9a colocação do torneio, por 81 x 73.


Apesar de o resultado final no torneio certamente não ter sido esperado pelos garotos e pelos torcedores, a seleção brasileira teve uma participação mais do que digna, num Mundial equilibradíssimo. E se em 2007, também sob o comando de José Neto, a seleção brasileira conseguiu uma posição (4o lugar) superior à campanha (4 vitórias e 5 derrotas), dessa vez o resultado foi o oposto, uma 9a colocação que veio através de 5 vitórias e apenas 3 derrotas, todas apertadas, sendo que duas delas vieram através de cestas improváveis.

Em torneios de "tiro curto" e cheio de quadrangulares é assim mesmo que funciona. Ou você é bom suficientemente para derrotar todos os adversários, ou você passa a depender de inúmeros outros fatores para seguir no torneio, entre eles a sorte.

Mas não dá para culpar apenas o destino, mesmo porque chega um momento na competição em que o time sabe exatamente o que é necessário fazer, e na Letônia, já entramos em quadra sabendo que não poderíamos perder para a Argentina.

De qualquer forma, vale a pena conferir um comparativo da atual campanha com a do Mundial 2007:

Mundial 2007
83 x 67 Líbano
73 x 98 França
81 x 75 Lituânia
75 x 87 Sérvia
65 x 104 EUA
89 x 77 China
73 x 72 Austrália
74 x 89 Sérvia
67 x 75 França

Mundial 2011
78 x 81 Rússia
79 x 70 Polônia
56 x 97 Tunísia
88 x 73 Letônia
57 x 63 Austrália
69 x 71 Argentina
77 x 63 Egito
81 x 73 Letônia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Raio X da Seleção Sub19 - Parte 1: A formação

Seleção Sub17 em março de 2009 - Fase inicial de treinos em Teresópolis.
A seleção Sub19 foi uma das que mais despertou a atenção do público nos últimos tempos. Sendo assim, nada melhor do que lembrar como foi formada essa equipe.

Cristiano "Felino": sem vaga  no time em 2007.
Essa geração, com jogadores nascidos entre os anos de 1992 e 1993, começou a disputar torneios internacionais pela CBB no ano de 2007, no Sul-Americano de Cadetes de Posadas Misiones, Argentina. No entanto, a categoria cadete envolvia também jogadores nascidos a partir de 1991, razão pela qual o primeiro torneio oficial disputado pela geração puramente 1992/93 acabou sendo o Sul-Americano Sub17 de 2009. Depois, veio a Copa América 2010 e, finalmente, o Mundial Sub19, na Letônia.


Somando os 3 momentos em que foi reunida, incluindo pré-convocações, a geração 1992/93 foi trabalhada com um total de 34 jogadores. Aqui, já vale um destaque: com exceção do caçula Leonardo Meindl, levado à Letônia em virtude da séria lesão sofrida pelo armador Ícaro Parisotto, todos os jogadores que disputaram o Mundial 2011 já constavam na lista de 25 jogadores da pré-convocação de 2009. Significa que, ao menos em tese, não houve qualquer grande revelação na geração neste período de 2 anos.

É uma situação que chega a chocar, pois o período entre 17 e 19 anos é exatamente aquele em que a formação atlética do jovem costuma se consolidar. Ademais, durante 2 anos de aprendizado, muita coisa pode mudar na capacidade técnica dos jogadores.

Lucas "Bebê" treina em 2009 para o Sul-Americano 2007.
Mesmo uma análise intrínseca do grupo já é suficiente para demonstrar as mudanças naturais ocorridas neste período. Por exemplo, no Sul-Americano Sub17 de 2009, o grande cestinha da seleção brasileira, com enorme folga, foi Felipe Taddei (14,3 pontos por jogo), enquanto que em 2011, o ala vem sendo apenas o 7o maior pontuador da equipe no Mundial (6,4 pontos por jogo). Lucas Nogueira, por sua vez, há 2 anos se destacava quase somente pelo tamanho, enquanto que hoje é uma das maiores estrelas do time.

Mas, afinal, de onde a CBB e suas comissões técnicas colheram esses 34 jogadores?

Bem, de acordo com o site da confederação, 21 clubes brasileiros cederam jogadores para essa espécie de peneira que durou 3 temporadas, culminando com o Mundial da Letônia. Contudo, apenas 7 instituições cederam 2 ou mais atletas. Portanto, pelo menos em relação à geração 1992/93, apenas Fluminense (3), Franca (3), Minas (2), Palmeiras (3), Paulistano (3), Pinheiros (3) e Uberlândia (2) podem se gabar de terem sido grandes formadores.


Raulzinho na Liga das Américas 2008/09.
Lamentavelmente, apenas 8 dos 27 estados brasileiros contaram com representantes nesta classe de 34 jogadores: Bahia (1), Goiás (2), Minas Gerais (6), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Sul (5), Santa Catarina (2) e São Paulo (13). Cá entre nós, é uma seleção paulista, com contribuição de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Não pode passar em branco que Flamengo e Brasília, responsável por todos os títulos nacionais adultos de 2007 a 2011, não formaram um jogador sequer na geração em análise, o que é lamentável.

Portanto, apesar de ter resultado num time capaz de encantar a todos e com talentos realmente especiais, a geração 1992/93 não deixa de ser uma ilustração perfeita do quão diminuto é o basquete no Brasil. Toda uma geração da nossa modalidade foi formada por pouco mais de meia dúzia de instituições, com garotos de 4 ou 5 estados. Vamos ficar sempre rezando por uma boa fornada?



Confira abaixo a relação dos jogadores que serviram a seleção brasileira na geração 1992/93, de acordo com as informações do site da CBB. Destacado na cor azul, os 12 integrantes da seleção que disputa o Mundial 2011 na Letônia.

Nome - Posição - Idade na 1a convocação - Altura na 1a convocação - Clube na 1a convocação - Estado onde foi federado
Alexandre Paranhos – Ala – 19 anos – 2,03m – Pinheiros (SP) – SP 
Aloam Oliveira – Ala/Armador – 17 anos – 1,85m – Fluminense (RJ) – RJ
Arthur José Casimiro – Pivô – 17 anos – 2,05m – Grêmio Náutico União (RS) – RS
Bruno Irigoyen – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Minas Tênis Clube (MG) – RS
Chandler Iury Chaves – Ala – 16 anos – 2,00m – Uberlândia Tênis Clube (MG) – GO
Cristiano Felício – Pivô – 16 anos – 2,06m – Jacareí (SP) – MG
Davi Rosseto de Oliveira – Armador – 16 anos – 1,80m – Pinheiros (SP) – SP
Diego Costa – Pivô – 16 anos – 1,95m – Paulistano (SP) – SP
Durval Cunha – Ala/Armador – 17 anos – 1,99m – Ginástico (MG) – MG 
Erik Camilo – Pivô – 17 anos – 2,03m – Fluminense (RJ) – RJ
Felipe Taddei – Ala/Armador – 17 anos – 1,92m – Franca Basquete (SP) – SP
Felipe Vezaro – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Joinville Esporte Clube (SC) – SC 
Gabriel Aguirre – Ala – 15 anos – 2,00m – Palmeiras (SP) - SP
Gemerson Barbosa – ala/pivô – 17 anos – 2,00m – São Sebastião do Paraíso (MG) - BA 
Gustavo de Paula – Armador – 14 anos – 1,80m – Palmeiras (SP) - SP
Henrique Coelho – Armador – 18 anos – 1,82m – Palmeiras (SP) – MG 
Henrique Hernandez – Ala/Armador – 17anos – 1,93m – Conti/Amea/Assis (SP) – SP
Icaro Parisotto – Armador – 16 anos – 1,81m – Ubirajá (RS) – RS
Igor Dias – Pivô – 15 anos – 2,01m – Espanha – RS
Lauro Gonçalves – Pivô – 17anos – 2,09m – Náutico Capibaribe (PE) – PE
Leonardo Meindl – Ala – 17 anos – 2,00m – Franca (SP) – SP 
Logan Silveira – Ala/Pivô – 17 anos – 2,02m – Associação Limeirense (SP) – SP
Lucas Amarante Nogueira – Ala/Pivô – 16 anos – 2,10m – Clube Central (RJ) – RJ
Lucas Mariano – Pivô – 17 anos – 2,07m – Franca (SP) – GO 
Lucas Ronchi – Ala – 17 anos – 1,98m – Paulistano (SP) – SP
Luciano Starling – escolta – 18 anos – 1,92m – Olympico A.C (MG) - MG 
Luis Otávio Vieira – Armador – 18 anos – 1,97m – Fluminense (RJ) – RJ 
Luiz Henrique dos Santos – Ala/Pivô – 16 anos – 1,94m – APAB/Blumenau (SC) – SC
Matheus Rafael Raschen – escolta – 18 anos – 1,92m – Colégio Mauá (RS) – RS 
Olintho Silva – Ala – 16 anos – 2,00m – Uberlândia Tênis Clube (MG) – MG
Rafael Luz – Armador – 15 anos – 1,82m – A.E. Jundiaiense (SP) - SP
Raul Togni Neto Jr. – Armador – 15 anos – 1,78m – Minas Tênis Clube (MG) – MG
Victor Correia – Armador – 15 anos – 1,78m – Paulistano (SP) – SP
Vitor Pinto e Silva – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Pinheiros (SP) – SP



Fotos: CBB.