Se outro dia escrevemos aqui discordando da opinião de Marcel na questão envolvendo Larry Taylor, hoje voltamos a abordar uma crítica do ídolo, mas dessa vez para elogiá-lo.
É que em seu último TV Data, Marcel bate exatamente na tecla que consideramos vital, condição "sine qua non", para a evolução do basquete brasileiro: a massificação da modalidade.
Confira abaixo:
Marcel está coberto de razão. Centro de Treinamento é importante, e São Sebastião do Paraíso certamente ajudou a lapidar essa turma que está disputando o Mundial Sub19. No entanto, a quantidade de "matéria bruta" produzida no Brasil é ridícula, especialmente se considerarmos o tamanho do nosso país.
E, infelizmente, é exatamente nesse ponto que a CBB e as Federações Estaduais mais deixam a desejar. E vamos combinar, massificar o esporte não é convidar duas dúzias de crianças para uma quadra num domingo de sol para apresentar-lhes a modalidade (leia-se clínicas de basquete).
Massificar o basquete, como bem frisa Marcel, respaldado na experiência de ter disputado o basquete universitário norte-americano, é levar a modalidade ao maior número possível de escolas. Cabe a CBB e, principalmente às Federações Estaduais, a missão de incentivar e até mesmo subsidiar a prática do basquete nas escolas, públicas e privadas.
Imaginem o ganho para o nosso esporte se, por exemplo, essas entidades se comprometessem a instalar/reformar uma quadra de basquete por mês em escolas públicas de cada estado. E, mais, tentem imaginar se elas promovessem frequentes palestras e reuniões com os principais professores de educação física das respectivas regiões, com o intuito de incentivar/aprimorar o ensino da modalidade nessas escolas. E se estimulassem a criação de torneios colegiais?
Vale a pena, pois se você passa a ensinar o basquete nas escolas, o resto é quase automático.