Nesta quinta-feira, quando a bola subir na Letônia para a décima edição do Campeonato Mundial Sub19, todos os olhos estarão voltados para a Lituânia.
Afinal, estamos falando de uma geração especial, não apenas talentosa, mas também vitoriosa e, por que não assim dizer, praticamente imbatível. Formada exclusivamente por jogadores nascidos no ano de 1992, a chamada geração de ouro da Lituânia venceu todas as competições que disputou oficialmente.

Não satisfeita, a geração 92 abocanhou o Campeonato Europeu Sub18 de 2010 com uma surra histórica contra os russos na final: 90 x 61, depois de passar sufoco na semifinal contra a Sérvia.
Vale dizer, Valanciunas, do Lietuvos Rytas (em breve no Toronto Raptors), foi eleito o MVP em ambas as competições. Ele, Cizauskas e Aniulis ainda foram emprestados à geração 91 que ficou com a quarta colocação no Europeu Sub18 do ano anterior (7 vitórias e 2 derrotas).
O feito não é pequeno. Vale lembrar, estamos falando do continente com o basquete mais competitivo do planeta. Para ilustrar, as últimas 6 competições européias adultas tiveram vencedores diferentes (Itália, ex-Iuguslávia, Lituânia, Grécia, Rússia e, mais recentemente, Espanha).
Não é por outro motivo que vários jogadores que disputarão o Campeonato Mundial Sub19 estão ansiosos pelo confronto com a Lituânia. O brasileiro Lucas "Bebê" Nogueira, por exemplo, declarou recentemente em entrevista ao site da FIBA: "Não há nenhum jogador em especial que eu gostaria de enfrentar. Talvez o Valanciunas, por toda atenção que ele tem despertado da mídia".
Mas até que se prove o contrário, a Lituânia tem mesmo o time a ser batido. Na fase preparatória, a equipe derrotou duas vezes consecutivas a seleção brasileira e aplicou uma surra incrível na desfigurada equipe norte-americana campeã da Copa América Sub18 2010: 108 x 75. Sinal de que os rivais do continente americano não terão um caminho fácil na luta para tirar a invencibilidade do bicho papão europeu.
Não bastassem os resultados, o Mundial Sub19 será disputado na Letônia, na pequena Região Báltica em que também está situada a Lituânia. Significa que os jovens lituanos contarão com o apoio maciço da sua fanática torcida. Daqui a 63 dias, aliás, esses torcedores terão o prazer de assistir em casa a sua seleção adulta disputar uma vaga olímpica no Eurobasket 2011.
Confira abaixo os placares da geração de ouro da Lituânia:
Campeonato Europeu Sub16 de 2008 (Itália)
65 x 55 - Espanha
78 x 63 - Ucrânia
86 x 48 - Hungria
97 x 67 - Grécia
66 x 52 - Sérvia
76 x 48 - República Tcheca
73 x 47 - França
75 x 33 - República Tcheca
Campeonato Europeu Sub18 de 2010 (Lituânia)
81 x 61 - Ucrânia
87 x 66 - Polônia
90 x 68 - Eslovênia
104 x 63 - França
77 x 58 - Espanha
78 x 75 - Letônia
84 x 51 - Grécia
67 x 66 - Sérvia
90 x 61 - Rússia
Fotos: FIBA Europe
E como foi o desempenho dessa geração no Mundial sub-17?
ResponderExcluirOi Ricardo,
ResponderExcluirA primeira edição do Mundial Sub17 foi no ano passado, ou seja, a geração 92 não teve a chance de disputar a competição.
De qualquer forma, vale o registro de que a Lituânia ficou com a quarta colocação e que a próxima edição do torneio (2012), que infelizmente não contará com o Brasil, será na própria Lituânia.
Olá pessoal do Giro, será que após as Olimpíadas do Rio, a CBB irá se condidatar constantemente para sediar mundiais dessas categorias inferiores?
ResponderExcluirAbraço.
Marcondes
fala Marcones! é difícil esperar isso de "depois das Olimpíadas"...
ResponderExcluirbasta ver o que aconteceu com o "depois do Pan". Não temos nenhum elemento pra acreditar que acontecerá algo diferente.
isso dito, é incrível como a CBB não consegue trazer nada pro Brasil nas competições masculinas. O Alfredo escreveu sobre isso na época de draft brasil, se não me engano