segunda-feira, 9 de maio de 2011

Duas estreias importantes para o basquete nacional



Hoje é dia de duas importantes estreias para o basquete nacional, a Super Copa Brasil e o Campeonato Sul-Americano Sub15 masculino.

A partir das 14 horas desta segunda-feira, sempre no ginásio do Tijuca Tênis Clube, equipes das 5 regiões do Brasil lutarão por uma vaga em um competição sul-americana e pelo direito de pleitear 2 vagas no NBB. Uma pena o torneio não ser transmitido sequer pela web. Afinal, seria uma boa oportunidade importante para as equipes do NBB avaliarem jogadores da segunda competição nacional mais importante do país.

Por outro lado, é legal ver uma das mais tradicionais arenas do Rio de Janeiro voltar a abrigar uma competição importante. No entanto, as críticas contra o péssimo estado de conservação e a falta de estrutura do ginásio nunca foram tão válidas. Aliás, fiquei sabendo que o Tijuca Tênis Clube acaba de entrar na lista de instalações pré-selecionadas pelo Comitê Organizador das Olimpíadas 2016. É uma vergonha que o tradicional clube precise desse tipo de "incentivo", mas torço para que o ginásio seja finalmente modernizado.

E, ufa! Finalmente começará a temporada de seleções. Na minha opinião, a época mais divertida do ano para o basqueteiro. Quem abre os trabalhos, nesta segunda-feira, é a turma mais jovem, que está em Assunção (Paraguai) para disputar o Campeonato Sul-Americano Sub15. Na estreia, o Brasil encara logo uma pedreira: o Uruguai, país que mostrou uma grande evolução recente nas divisões de base.

Um detalhe dessa geração brasileira é que, pela primeira vez em muito tempo, menos da metade dos jogadores selecionados são do estado de São Paulo. Há representantes nascidos em 7 diferentes estados, uma raridade para os padrões do basquete nacional.

Apesar da pouca idade, alguns dos nomes da seleção já circulam na internet há quase 1 ano. É o caso, por exemplo, de Gustavo Peixoto, garoto do Titãs/Curitiba cujo vídeo na internet me impressionou bastante. Alto e atlético, o garoto atua como armador/ala (confira abaixo).


Outro nome que desperta atenção é o armador Pablo, do Fluminense. Dono de talento e intensidade que quase deram o título do Carioca Sub14 para o Fluminense.

Isso, obviamente, sem falar nos jogadores que não tivemos a oportunidade de ver, ainda que apenas por vídeo. No mundo do basquete, há quem já esteja encantado, por exemplo, com o jovem Lucas Vezaro, irmão de Felipe Vezaro (vice-campeão da Copa América Sub18).

O Sul-Americano será uma boa oportunidade para começarmos uma avaliação desses jovens talentos, mas o mais importante, neste estágio, sem dúvida, é o desenvolvimento dos atletas. Pelas mais variadas razões, há muitos jogadores que vão bem nessa idade e não conseguem ir adiante, e vice-versa.

domingo, 8 de maio de 2011

Derrota doída que complica

João Pires/Divulgação

Acabo de chegar do jogo Pinheiros e Brasília. Por falta de tempo, esse post não será tão longo ou cuidadoso como eu acho que mereceria. Ressalto alguns pontos e vos deixo com algum material que produzi na quadra.

Não gosto de comentar a arbitragem. Gosto da idéia de deixar o jogo correr, apitar menos faltas. Odeio a idéia de chamar a atenção pra si em momentos decisivos. Acho que o trio de hoje se perdeu e desagradou a todos. Uma arbitragem ruim e que quase decidiu o jogo. A sorte deles é que Marquinhos errou o último lance.

O problema do Pinheiros dessa noite foi defensivo. O Brasília sentiu falta de Márcio Cipriano, mas teve em Tisher, bons momentos. Alex, Nezinho e Guilherme são os três grandes jogadores do time e que estariam, provavelmente, em minha seleção do NBB 3. Um time como esse sempre será favorito contra o Pinheiros, por melhor que esteja o time do João Marcelo.

O Pinheiros teve boas chances e foi realmente bonito ver a torcida inflamada. Não faltou muito para levar o jogo. Um pouco de cabeça fria, decisões melhor pensadas no ataque, e seus dois alas mais constantes. Marquinhos estava doente e demorou para entrar no jogo. Shamell se importou demais com a arbitragem e por isso alternou pontos altos e baixos.

Terça-feira pode selar a despedida da capital paulista no NBB 3. O Brasília tentará fazer com que isso aconteça. Veremos.

A palavra dos personagens.

Nezinho:


Guilherme Giovannoni


Alex


Marquinhos





Meu celular não é tão sofisticado, mas peguei os minutos decisivos. Dá pra ver minha visão dos lances finais, uma opção à transmissão oficial, pra quem curte ousadias. Sugiro, calorosamente, que deixem o áudio no mudo. A captação foi bem ruim.



Foto: João Pires, Divulgação

sábado, 7 de maio de 2011

Gigantes nos dizem: ainda dá tempo

É claro que a grande notícia dos playoffs da NBA, hoje, é tratar dos Lakers. Atuais bicampeões, com grande campanha na temporada regular, o time de Kobe Bryant sofreu duas derrotas em casa e ontem, a terceira, em Dallas, ficando assim a apenas um jogo da humilhante varrida.

Gostaria, porém, de pegar outro caminho. Faço isso no intuito de celebrar a atuação de dois grandes nomes que foram fundamentais para a internacionalização da liga e que tanto tempo depois, já ambos com mais de 30, se reencontram em busca de algo que nenhum deles ainda tem: o título da NBA.

Falo de Peja Stojakovic e óbvio, Dirk Nowitzki. Ambos estão, pra mim, no patamar da genialidade. O alemão é incontestável, com trajetória memorável na liga. O primeiro, todavia, tem padecido no ostracismo e não é exagero dizer que suas atuações nos playoffs o devolvem à galeria dos grandes nomes do jogo.

Coordenados por outro maestro veterano, também em busca do primeiro título, Jason Kidd, o time do Dallas Mavericks aparece para aqueles fãs do basquete que beiram os 30 com uma incrível sensação de um diferente tipo Déjávu. Escoltados por outros não moços, como Terry e Marion, o Dallas aparece para nos dizer que ainda dá tempo.

Boa largada

Adenir Britto/Divulgação

Foram bons os jogos que abriram os playoffs semifinais do NBB na noite de ontem. Vi, pela TV, os dois. Comentários sobre o jogo visto in loco, na Arena, o Alfredo postou em nosso twitter, na noite de ontem. Gostaria de ressaltar, como de costume, alguns pontos, transformados em notas para melhor organização.

- Que atuação individual de Guilherme Giovannoni. Confesso que não me entusiasmei com a primeira temporada do ala no NBB, embora reconheça que tenha sido ele um dos fatores principais do título brasiliense. No entanto, esse ano, o ala, que viu parte do elenco partir para Uberlândia, chamou a responsabilidade e está jogando o fino. Tivesse que votar hoje, seria, provavelmente, minha escolha para MVP do campeonato.

- Nezinho foi decisivo. Muito criticado costumeiramente, o armador é um dos melhores jogadores do NBB. Desde o ano passado, diga-se, quando era apenas reserva de Valtinho (ou acumulava função, jogando com dupla armação), o polêmico jogador foi escape fundamental para os atuais campeões. Sem a sombra do melhor armador brasileiro da década, pode agora brilhar e assim o tem feito. A roubada de bola na posse final, contra Shamell, foi a chave da vitória.

- Os méritos são de Nezinho. É possível criticar Shamell pela demora em decidir o que fazer. Mas o grande problema, mais uma vez, do Pinheiros, é apostar na jogada de isolar um jogador e pedir para ele decidir. O time joga coletivamente por boa parte do jogo, mas nos minutos finais não consegue ir além disso?

- Alex é um especialista de defesa. Como foi bom vê-lo em quadra, sem apelar para seus "frangos voadores" da linha de 3 pontos. Dedicando-se a fazer o que faz melhor, travou Marquinhos no melhor momento do ala na partida, que diga-se, também jogou muita bola.

- Mais uma vez Pinheiros fica sem Figueroa por boa parte do jogo por problema de faltas. O argentino e a comissão técnica do Pinheiros tem que cuidar para não sofrer com isso. Sem ele, o time despenca. André, que surpreende ao fazer relativamente bem a função quando dele exigido, não é do ofício e os reservas, Thiaguinho e Gustavinho, estão longe de conseguir manter o nível.

- A série está apenas começando. Tem chão ainda. 1-0 para Brasília, confirmando o mando.

Sobre o Flamengo e Franca

- Gostei bastante do jogo. Cheio de opções, viradas, reviradas, grandes atuações individuais (Marcelinho, Benite, Helinho, Probst e Drudi), momentos de defesa intensa e final apertado. A vitória de Franca, roubando o jogo de abertura como visitante, coloca o Flamengo nas cordas. Mas não é impossível, longe disso, para os rubronegros retomarem a vantagem até vencendo os dois jogos em Franca. A série de fato promete.

- Li no UOL que a numerologia da nova grafia do nome do Baby não tem ajudado. Talvez por isso o pivô não tenha jogado, contundido. Quem fala sobre isso é a famosa Aparecida Liberato. Assim fica complicado pra mim. Átila e Teichmann jogaram bem, mas com Baby, o Flamengo ganha uma opção a mais para a batalha contra um time que tem ali naquela posição sua principal falha.

- Gonzalo García que vinha muito bem preferindo dar espaço a Teague decidiu que na abertura das semifinais era um momento bom para promover o retorno de Duda ao time em momentos importantes. O que aconteceu? Clássica Dudada nos momentos finais.

- Hélio Rubens é turrão, tem umas manias que simplesmente não dá pra entender, tem pecado na formulação e rejuvenescimento do elenco francano e está longe de ser uma unanimidade mesmo entre os torcedores de lá. Mas é graças a esse senhor que o time classificou em primeiro e caminha com força para a vaga nas finais do NBB. É um monstro esse Hélio Rubens! Sem dúvida nenhuma, o melhor treinador da competição e o melhor treinador brasileiro em atividade.

- Helinho, Benite e Penna controlaram o jogo do início ao fim. Foi essa, ao meu ver, a chave do confronto. Ao controlar o ritmo, ao contrário do que fez Hélio e, depois, Fred, o Franca pôde até levar as tradicionais bolas de Marcelinho sem sofrer tanto. No terceiro período, momento decisivo do jogo, apertou a defesa e pôde fazer valer sua superioridade. O Flamengo tentou remontar e até poderia, caso algumas bolas nos finais caíssem.

E você, o que achou da largada das semifinais do NBB?


sexta-feira, 6 de maio de 2011

John Calipari comandará dominicanos no Pré-Olímpico



John Calipari, um dos mais experientes e polêmicos técnicos do basquete universitário norte-americano, anunciou em seu site que aceitou o convite para dirigir a seleção da República Dominicana no Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

Calipari é um dos técnicos mais vitoriosos da NCAA (509 vitórias e 151 derrotas), conseguindo levar 3 universidades diferentes para o Final Four do March Madness: Massachusetts (1996), Memphis (2008) e, nesta última temporada, Kentucky. Foi, ainda, técnico do New Jersey Nets (1996-99) e assistente técnico do Philadelphia 76ers (1999-2000). Por outro lado, seu nome esteve envolvido em várias investigações envolvendo o recrutamento ilegal de jogadores no basquete universitário.

Coach Cal, como gosta de ser chamado, treinou jogadores como Marcus Camby, Tyreke Evans, Derrick Rose e John Wall no basquete universitário. Pela República Dominicana, ainda não sabe se poderá contar com as estrelas da NBA (Al Horford, Charlie Villanueva e Francisco Garcia), por causa da ameaça de greve. O que sabemos é que Calipari poderá contar com o bom armador Ronald Ramon, campeão paulista com por Limeira e uma das melhores aquisições do NBB.

Antes do Pré-Olímpico, os torcedores brasileiros poderão acompanhar o trabalho de John Calipari em Foz do Iguaçu, eis que a República Dominicana será uma das seleções participantes do torneio Jenaro Tuto Marchand (24 a 26 de agosto).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Flamengo lança novos cards colecionáveis

Pela segunda temporada consecutiva, o time de basquete do Flamengo lança cards colecionáveis estampando seus jogadores. Quem for ao ginásio amanhã para o Jogo 1 da série entre Flamengo e Franca, poderá adquirir os novos modelos, apresentados em primeira mão pelo Giro no Aro.

A novidade para este ano é que as fotos dos jogadores foram tiradas em estúdio, o que aumenta a qualidade do produto. Os cards contarão com as assinaturas dos atletas e, no verso, estarão presentes as estatísticas das 2 primeiras temporadas do NBB. Outra novidade é que Gonzalo Garcia (técnico) e João Batista (assistente técnico) também ganharam seus próprios cards.

Assim como ocorreu na temporada passada, a partir de amanhã, os torcedores poderão receber os cards das mãos dos jogadores (em geral, cada atleta distribui o seu próprio card). No entanto, torcedores e colecionadores de fora do Rio de Janeiro poderão adquirir os cards através da próxima edição da Revista Oficial do Flamengo, que possui tiragem nacional. As imagens dos jogadores do Flamengo contidas nos cards estão estampadas em tamanho gigante no reformado ginásio Hélio Maurício, na Gávea.

O torcedor rubro-negro que for à HSBC Arena amanhã assistirá a apresentação do rapper Tony Mariano no invervalo da partida. Ademais, o pivô Lucas "Bebê" Nogueira, torcedor do Flamengo e inscrito no Draft 2011 da NBA deverá estar presente no ginásio.

Além do Flamengo, o time de Bauru também possui cards colecionáveis. Trata-se de uma iniciativa muito legal e que deveria ser adotada por toda a liga. Afinal, os cards estão para o basquete mais ou menos como o álbum de figurinhas está para o futebol. Nos EUA, este hobby é levado muito a sério, havendo associações de colecionadores e grandes sites de troca de figurinha. Eu mesmo possuo uma pequena coleção de cards de jogadores brasileiros que já passaram pela NBA. Amanhã, pretendo ampliar a minha coleção.

Só Splitter diz sim...

"Dos jogadores, somente Tiago Splitter deu 100% de certeza de que quer defender a Seleção Brasileira. (...) Ninguém fechou a porta à Seleção, mas somente Tiago Splitter disse sim".

A frase é de Ruben Magnano, em entrevista ao amigo Vagner Vargas do Correio Braziliense, e serve como complemento ao assunto de ontem sobre comprometimento dos atletas da NBA. Magnano fez questão de destacar, contudo, o caso de Anderson Varejão, que jogou no sacrifício no último Mundial e ficou de molho na maior parte da temporada. Os demais? A mesma ladainha de sempre...

Por outro lado, é bom saber que Magnano possui um plano B, com jogadores que atuam no Brasil e na Europa, e já está trabalhando nele. Afinal, pior do que não contar com os jogadores da NBA é ficar esperando por eles até o minuto final.