Mostrando postagens com marcador Base. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Base. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de julho de 2011

Olho no Abnner, o maranhense

Este final de semana não foi de decisão apenas para a elite da categoria Sub15 no país. Além da 1a divisão que foi disputada em Santa Catarina, a 3a divisão do Campeonato Brasileiro conheceu o seu campeão: o Maranhão.

A competição envolveu apenas equipes do Norte e do Nordeste, mas acabou sendo realizada em Brasília, numa economia de custos que certamente não ajuda popularização da modalidade nas duas regiões.

Apesar do resultado exuberante na final (Maranhão 72 x 26 Alagoas), o torneio foi mais disputado do que o usual. Nenhum time saiu invicto e, com exceção de Acre e Amazonas, todas as equipes conquistaram pelo menos 2 vitórias no campeonato.

Considerando somente os números disponibilizados no site da CBB, a 3a divisão do Campeonato Brasileiro revelou pelo menos dois jogadores: Breno, da seleção baiana (21 pontos, 18,2 rebotes e 4,6 tocos por partida) e, principalmente, Abnner dos Santos da seleção do Maranhão (39 pontos, 17 rebotes, 4,8 roubadas e 3 tocos por partidas).

Os números do jovem campeão maranhense são absurdos mesmo considerando o nível costumeiramente baixíssimo da competição. Esse garoto, então com 14 anos, foi um dos principais destaques da 2a divisão do Campeonato Brasileiro Sub15 de 2010 (16 pontos e 8 rebotes de média). Agora, um ano mais velho, e numa divisão abaixo, teve números para deixar Jonas Valanciunas com inveja.

Não estou pretendo insinuar que o garoto seja um fenômeno nacional...é até provável que não seja. Mas não estamos e nunca estivemos em condições de desperdiçar talentos no basquete brasileiro, mesmo os "não fenomenais". Afinal, para quem não sabe jogar basquete, 39 pontos por partida é difícil de anotar até quando não há oponente do outro lado da quadra.

Seria legal se a CBB tivesse uma atenção especial com esses garotos. Se é para existir uma seleção de desenvolvimento no país, que ela exista para atender esses garotos, que não têm qualquer condição de disputar competições de nível em seus estados de origem.

Com atleta cortado da seleção brasileira no comando, SP é campeão Sub15

Cerca de dois meses depois de ficar com a medalha de prata no Sul-Americano Sub15 no Paraguai, a geração de atletas nascidos a partir de 1996 voltou a competir. Defendendo as suas respectivas seleções estaduais, os atletas da categoria disputaram a 1a divisão do Campeonato Brasileiro, em Jaraguá do Sul (SC), e São Paulo acabou ficando com o título ao derrotar os anfitriões na final.

Vários garotos que estiveram com a seleção brasileira em maio marcaram presença em Santa Catarina. Por exemplo, o armador Lucas Vezaro, cestinha do Sul-Americano Sub15 e irmão de Felipe Vezaro (seleção Sub19), foi um dos principais destaques do time catarinense, juntamente com o pivô Lucas Rosniak (número 13 na foto abaixo). Ambos atuam nas divisões de base do em Joinville, Vezaro na AABJ e Rosniak no Joinville.

Dos paulistas que estiveram no Paraguai, só a dupla de pivôs Leonardo Bispo (Pinheiros - número 13, na foto ao lado) e Leonardo Oliveira (Limeira) brilhou em Santa Catarina. Na verdade, o cestinha e principal destaque da equipe campeã foi Kaue dos Santos (Internacional/Santos - na foto acima, de amarelo) que, sabe-se lá por que motivo, ficou de fora da seleção brasileira. Vale dizer, esse garoto vem sendo o principal pontuador de todos os torneios de base de São Paulo. Na final, Kaue anotou 35 pontos (12 acertos em 16 arremessos de quadra) e 10 rebotes, um monstro.

A seleção do Rio de Janeiro, medalha de bronze, foi liderada por Pablo (Fluminense). Já os gaúchos, que ficaram com a quarta colocação, foram liderados por Fernando Buboltz (Projeto Cestinha).

Vale a pena ficar ligado nesses nomes. Afinal, daqui a alguns anos, começarão a abastecer as nossas equipes adultas.

sábado, 9 de julho de 2011

Sub19 derrota a Letônia e termina Mundial na 9a colocação

Neste sábado, a seleção brasileira sub19 encerrou a sua participação no Mundial 2011. A equipe derrotou os anfitriões na disputa pela 9a colocação do torneio, por 81 x 73.


Apesar de o resultado final no torneio certamente não ter sido esperado pelos garotos e pelos torcedores, a seleção brasileira teve uma participação mais do que digna, num Mundial equilibradíssimo. E se em 2007, também sob o comando de José Neto, a seleção brasileira conseguiu uma posição (4o lugar) superior à campanha (4 vitórias e 5 derrotas), dessa vez o resultado foi o oposto, uma 9a colocação que veio através de 5 vitórias e apenas 3 derrotas, todas apertadas, sendo que duas delas vieram através de cestas improváveis.

Em torneios de "tiro curto" e cheio de quadrangulares é assim mesmo que funciona. Ou você é bom suficientemente para derrotar todos os adversários, ou você passa a depender de inúmeros outros fatores para seguir no torneio, entre eles a sorte.

Mas não dá para culpar apenas o destino, mesmo porque chega um momento na competição em que o time sabe exatamente o que é necessário fazer, e na Letônia, já entramos em quadra sabendo que não poderíamos perder para a Argentina.

De qualquer forma, vale a pena conferir um comparativo da atual campanha com a do Mundial 2007:

Mundial 2007
83 x 67 Líbano
73 x 98 França
81 x 75 Lituânia
75 x 87 Sérvia
65 x 104 EUA
89 x 77 China
73 x 72 Austrália
74 x 89 Sérvia
67 x 75 França

Mundial 2011
78 x 81 Rússia
79 x 70 Polônia
56 x 97 Tunísia
88 x 73 Letônia
57 x 63 Austrália
69 x 71 Argentina
77 x 63 Egito
81 x 73 Letônia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Raio X da Seleção Sub19 - Parte 1: A formação

Seleção Sub17 em março de 2009 - Fase inicial de treinos em Teresópolis.
A seleção Sub19 foi uma das que mais despertou a atenção do público nos últimos tempos. Sendo assim, nada melhor do que lembrar como foi formada essa equipe.

Cristiano "Felino": sem vaga  no time em 2007.
Essa geração, com jogadores nascidos entre os anos de 1992 e 1993, começou a disputar torneios internacionais pela CBB no ano de 2007, no Sul-Americano de Cadetes de Posadas Misiones, Argentina. No entanto, a categoria cadete envolvia também jogadores nascidos a partir de 1991, razão pela qual o primeiro torneio oficial disputado pela geração puramente 1992/93 acabou sendo o Sul-Americano Sub17 de 2009. Depois, veio a Copa América 2010 e, finalmente, o Mundial Sub19, na Letônia.


Somando os 3 momentos em que foi reunida, incluindo pré-convocações, a geração 1992/93 foi trabalhada com um total de 34 jogadores. Aqui, já vale um destaque: com exceção do caçula Leonardo Meindl, levado à Letônia em virtude da séria lesão sofrida pelo armador Ícaro Parisotto, todos os jogadores que disputaram o Mundial 2011 já constavam na lista de 25 jogadores da pré-convocação de 2009. Significa que, ao menos em tese, não houve qualquer grande revelação na geração neste período de 2 anos.

É uma situação que chega a chocar, pois o período entre 17 e 19 anos é exatamente aquele em que a formação atlética do jovem costuma se consolidar. Ademais, durante 2 anos de aprendizado, muita coisa pode mudar na capacidade técnica dos jogadores.

Lucas "Bebê" treina em 2009 para o Sul-Americano 2007.
Mesmo uma análise intrínseca do grupo já é suficiente para demonstrar as mudanças naturais ocorridas neste período. Por exemplo, no Sul-Americano Sub17 de 2009, o grande cestinha da seleção brasileira, com enorme folga, foi Felipe Taddei (14,3 pontos por jogo), enquanto que em 2011, o ala vem sendo apenas o 7o maior pontuador da equipe no Mundial (6,4 pontos por jogo). Lucas Nogueira, por sua vez, há 2 anos se destacava quase somente pelo tamanho, enquanto que hoje é uma das maiores estrelas do time.

Mas, afinal, de onde a CBB e suas comissões técnicas colheram esses 34 jogadores?

Bem, de acordo com o site da confederação, 21 clubes brasileiros cederam jogadores para essa espécie de peneira que durou 3 temporadas, culminando com o Mundial da Letônia. Contudo, apenas 7 instituições cederam 2 ou mais atletas. Portanto, pelo menos em relação à geração 1992/93, apenas Fluminense (3), Franca (3), Minas (2), Palmeiras (3), Paulistano (3), Pinheiros (3) e Uberlândia (2) podem se gabar de terem sido grandes formadores.


Raulzinho na Liga das Américas 2008/09.
Lamentavelmente, apenas 8 dos 27 estados brasileiros contaram com representantes nesta classe de 34 jogadores: Bahia (1), Goiás (2), Minas Gerais (6), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Sul (5), Santa Catarina (2) e São Paulo (13). Cá entre nós, é uma seleção paulista, com contribuição de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Não pode passar em branco que Flamengo e Brasília, responsável por todos os títulos nacionais adultos de 2007 a 2011, não formaram um jogador sequer na geração em análise, o que é lamentável.

Portanto, apesar de ter resultado num time capaz de encantar a todos e com talentos realmente especiais, a geração 1992/93 não deixa de ser uma ilustração perfeita do quão diminuto é o basquete no Brasil. Toda uma geração da nossa modalidade foi formada por pouco mais de meia dúzia de instituições, com garotos de 4 ou 5 estados. Vamos ficar sempre rezando por uma boa fornada?



Confira abaixo a relação dos jogadores que serviram a seleção brasileira na geração 1992/93, de acordo com as informações do site da CBB. Destacado na cor azul, os 12 integrantes da seleção que disputa o Mundial 2011 na Letônia.

Nome - Posição - Idade na 1a convocação - Altura na 1a convocação - Clube na 1a convocação - Estado onde foi federado
Alexandre Paranhos – Ala – 19 anos – 2,03m – Pinheiros (SP) – SP 
Aloam Oliveira – Ala/Armador – 17 anos – 1,85m – Fluminense (RJ) – RJ
Arthur José Casimiro – Pivô – 17 anos – 2,05m – Grêmio Náutico União (RS) – RS
Bruno Irigoyen – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Minas Tênis Clube (MG) – RS
Chandler Iury Chaves – Ala – 16 anos – 2,00m – Uberlândia Tênis Clube (MG) – GO
Cristiano Felício – Pivô – 16 anos – 2,06m – Jacareí (SP) – MG
Davi Rosseto de Oliveira – Armador – 16 anos – 1,80m – Pinheiros (SP) – SP
Diego Costa – Pivô – 16 anos – 1,95m – Paulistano (SP) – SP
Durval Cunha – Ala/Armador – 17 anos – 1,99m – Ginástico (MG) – MG 
Erik Camilo – Pivô – 17 anos – 2,03m – Fluminense (RJ) – RJ
Felipe Taddei – Ala/Armador – 17 anos – 1,92m – Franca Basquete (SP) – SP
Felipe Vezaro – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Joinville Esporte Clube (SC) – SC 
Gabriel Aguirre – Ala – 15 anos – 2,00m – Palmeiras (SP) - SP
Gemerson Barbosa – ala/pivô – 17 anos – 2,00m – São Sebastião do Paraíso (MG) - BA 
Gustavo de Paula – Armador – 14 anos – 1,80m – Palmeiras (SP) - SP
Henrique Coelho – Armador – 18 anos – 1,82m – Palmeiras (SP) – MG 
Henrique Hernandez – Ala/Armador – 17anos – 1,93m – Conti/Amea/Assis (SP) – SP
Icaro Parisotto – Armador – 16 anos – 1,81m – Ubirajá (RS) – RS
Igor Dias – Pivô – 15 anos – 2,01m – Espanha – RS
Lauro Gonçalves – Pivô – 17anos – 2,09m – Náutico Capibaribe (PE) – PE
Leonardo Meindl – Ala – 17 anos – 2,00m – Franca (SP) – SP 
Logan Silveira – Ala/Pivô – 17 anos – 2,02m – Associação Limeirense (SP) – SP
Lucas Amarante Nogueira – Ala/Pivô – 16 anos – 2,10m – Clube Central (RJ) – RJ
Lucas Mariano – Pivô – 17 anos – 2,07m – Franca (SP) – GO 
Lucas Ronchi – Ala – 17 anos – 1,98m – Paulistano (SP) – SP
Luciano Starling – escolta – 18 anos – 1,92m – Olympico A.C (MG) - MG 
Luis Otávio Vieira – Armador – 18 anos – 1,97m – Fluminense (RJ) – RJ 
Luiz Henrique dos Santos – Ala/Pivô – 16 anos – 1,94m – APAB/Blumenau (SC) – SC
Matheus Rafael Raschen – escolta – 18 anos – 1,92m – Colégio Mauá (RS) – RS 
Olintho Silva – Ala – 16 anos – 2,00m – Uberlândia Tênis Clube (MG) – MG
Rafael Luz – Armador – 15 anos – 1,82m – A.E. Jundiaiense (SP) - SP
Raul Togni Neto Jr. – Armador – 15 anos – 1,78m – Minas Tênis Clube (MG) – MG
Victor Correia – Armador – 15 anos – 1,78m – Paulistano (SP) – SP
Vitor Pinto e Silva – Ala/Armador – 17 anos – 1,90m – Pinheiros (SP) – SP



Fotos: CBB.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ministério dos Esportes garante o NBB Sub21

No momento em que todos acompanhamos a nossa seleção Sub19 na disputa pelo Mundial na Letônia, o Ministério dos Esportes trouxe uma boa notícia para os nossos jovens atletas, garantindo em seu site a realização do Torneio Sub21 do NBB, entre os meses de agosto e setembro.

Uma ótima notícia para o basquete brasileiro, pois cria uma competição para uma faixa etária que praticamente não tem oportunidade no país. É uma turma que, salvo casos excepcionais, ainda está muito crua para competir em igualdade com os veteranos, mas que, ao mesmo tempo, já não tem idade para disputar os torneios de base promovidos pela CBB e pela FIBA.


Além disso, a competição servirá também como vitrine para os principais clubes do Brasil, o que pode ser potencializado pela participação de alguns clubes de fora do NBB, entre eles, um participante da Super Copa Nordeste. Vale dizer, essa possibilidade nos foi informada pelo presidente da Liga Nordeste de Basquete, Ives Costa.

O NBB Sub21 é um sonho antigo dos dirigentes da LNB, que foi viabilizado com a participação do Ministério dos Esportes, que bancará boa parte dos custos do evento.

O formato do torneio, com 3 fases que duram aproximadamente uma semana cada, ainda está longe do ideal (uma competição que cobrisse boa parte da temporada), mas, sem dúvida, é um bom primeiro passo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Casa nova dá esperança à base do Fla

Durante muito e muito tempo, o adjetivo mais utilizado para qualificar a base do basquete do Flamengo era sucateada. De fato, apesar dos títulos conquistados pelo basquete adulto nos últimos anos, o único talento a ser revelado pelo rubro-negro nos últimos anos foi o ala-pivô Olivinha, hoje no Pinheiros.

A nova administração do clube, contudo, parece mesmo disposta a mudar essa realidade dentro do clube carioca. No início deste processo, o Flamengo contratou o experiente técnico Marquinhos para assumir o comando das divisões de base. Depois, transferiu Paulo Chupeta do comando do time adulto para a Coordenação de Base do clube e, por fim, promoveu uma ampla reforma no acanhado Ginásio Hélio Maurício (vide vídeo).

Se é verdade que o ginásio da Gávea não suporta o público das principais competições do basquete adulto, ao menos tornou-se a melhor opção do Rio de Janeiro para as disputas e treinos das divisões de base, o que nos permite um certo otimismo em relação à reestruturação da base rubro-negra. Espera-se, no entanto, que estas não sejam medidas efêmeras e sem continuidade. Afinal, na grande crise que assolou o basquete nacional na metade da década passada, o estado do Rio de Janeiro foi um dos que mais sofreram.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bebê em Portland



O rapaz aí da foto é Lucas "Bebê" Nogueira, esperança da seleção brasileira Sub19. Ele está em Portland onde assistiu Portland Trailblazers x Dallas Mavericks e também onde disputará, no dia 9 de abril, o 'Nike Hoops Summit', partida que reúne alguns dos principais jogadores do high school (ensino médio) americano e atletas do mundo todo. 


- Vai ser uma experiência muito boa para mim, estou muito feliz de estar aqui, ainda mais com o Raulzinho do lado. Ter dois brasileiros num evento desse nível é excelente para o nosso basquete, quero aproveitar ao máximo essa oportunidade para representar bem o Brasil - afirmou o pivô, do ASEFA Estudiantes de Madri (Espanha).


Vale ficar de olho no evento. Afinal, antes de Lucas e Raulzinho, apenas 3 outros brasileiros disputaram a badalada partida: Guilherme Giovannoni (1999), Marquinhos (2004) e Rafael Hettsheimeir (2006). Boa sorte aos dois!